Prompt para foto profissional realista não se resolve com adjetivo empilhado. O que resolve é uma palavra de modo na abertura, photorealistic, mais uma linha de textura para cada superfície do quadro: pele, olho, cabelo e tecido. O bloco de 4 linhas está logo abaixo.
O bloco de 4 linhas para colar no seu prompt para foto profissional realista
Você escreveu "foto profissional ultra-realista, alta resolução, qualidade profissional" e voltou um rosto de cera: pele contínua, sem poro, olho como um disco de cor chapado, cabelo em bloco fechado e um colarinho que parece plástico pintado. O pedido não falhou por falta de ênfase. Ele falhou porque "realista" é um julgamento sobre o resultado, e modelo de imagem não desenha julgamento. Ele desenha superfície.
O bloco abaixo troca o adjetivo por superfície. São quatro linhas, em inglês, para acrescentar ao prompt que você já usa, sem reescrever nada do que já está lá.
Medium: photorealistic portrait photograph, captured as a real photo taken in the moment.
Skin: visible pores, fine lines and natural skin texture; keep every mark, freckle and
blemish that appears in the reference; no beauty retouching, no skin smoothing.
Eyes and hair: iris with visible radial fibre, not a flat coloured disc; individual hair
strands with a few loose flyaways along the hairline.
Fabric and finish: visible weave and natural creases in the collar and shoulder seam;
subtle film grain, natural colour balance, no glamorization, no heavy retouching.Tradução: fotografia de retrato fotorrealista, capturada como uma foto real tirada no momento; pele com poros visíveis, linhas finas e textura natural, mantendo cada marca, sarda e imperfeição que aparece na foto de referência, sem retoque de beleza e sem suavização de pele; íris com fibra radial visível, e não um disco de cor chapado, mais fios de cabelo individuais com alguns fios soltos na linha do cabelo; trama visível e dobras naturais no colarinho e na costura do ombro, com grão de filme sutil, equilíbrio de cor natural, sem glamourização e sem retoque pesado.
A posição importa e é a parte que ninguém escreve. A linha 1 vai no começo do prompt, junto ou logo depois da linha que amarra o seu rosto à foto anexada. As linhas 2, 3 e 4 vão no fim, como bloco de acabamento, depois de roupa e enquadramento. O motivo é publicado: o gabarito oficial de cena fotorrealista do Gemini começa pela palavra de modo, e acabamento é a última decisão que a imagem toma.
Repare no que o bloco não faz. Ele não escolhe lente, abertura, distância até o fundo nem direção de luz. Essas decisões existem, pesam e têm endereço próprio: se a sua dúvida for qual palavra de câmera usar em cada caso, o assunto é o vocabulário fotográfico que decide o resto do quadro. Aqui o eixo é um só, e é a textura da superfície.
As quatro linhas não saíram de gosto pessoal. A linha de modo e as linhas de pele e de tecido vêm do que a OpenAI publica: a palavra recomendada por escrito e o inventário de textura do guia de prompt. A linha de olho e cabelo é extensão declarada deste blog, e não está nesse inventário. A posição da linha de modo, na abertura, é a do gabarito oficial do Gemini.

"Realista" é um julgamento; "fotorrealista" é um modo
A OpenAI publica a recomendação com todas as letras no guia de prompt dos modelos de imagem: "For photorealism, include the word 'photorealistic' directly in the prompt to strongly engage the model's photorealistic mode". O mesmo parágrafo cita real photograph, taken on a real camera, professional photography e iPhone photo como frases que também ajudam. O verbo é "engajar o modo", não "garantir realismo": a palavra abre uma porta, não entrega a foto.
A documentação de geração de imagem do Gemini reforça a posição. A primeira seção da página se chama "Photorealistic scenes" e publica um gabarito literal:
A photorealistic [type of shot] of a [subject description] in a [setting description].
[Description of the light]. Shot from a [camera angle] with a [lens type].Traduzindo a estrutura: uma foto fotorrealista de [tipo de plano] de [descrição do sujeito] em [descrição do cenário], seguida da descrição da luz e do ângulo de câmera. A palavra de modo é o primeiro token do gabarito, não um adjetivo colado no fim da frase. Os outros slots do gabarito são assunto de outros artigos deste blog; o que interessa aqui é onde a palavra fica.
Agora o número. Em 04/09/2026 auditei as cinco páginas que aparecem nos primeiros resultados de "prompt para foto profissional realista": 19.605 palavras de página e 74 prompts de foto extraídos um a um, com o método completo publicado no fim deste artigo. A palavra photorealistic, ou "fotorrealista", aparece em 0 dos 74 prompts e 0 vez nas 19.605 palavras. O radical "realis" aparece 86 vezes nas mesmas páginas, e 26 dos 74 prompts o usam.
Ou seja: a única palavra que o fabricante do modelo recomenda por escrito não é escrita nenhuma vez pela busca brasileira, e a palavra que a busca escreve 86 vezes é o adjetivo de julgamento. Julgamento não tem desenho correspondente: "realista" descreve como você quer se sentir olhando o resultado, e o modelo não tem onde encaixar isso. Modo tem: "fotorrealista" nomeia o meio da imagem, do mesmo jeito que "aquarela" ou "render 3D" nomeiam.
Uma segunda contagem mostra que esta busca tem perfil próprio. Nos mesmos 74 prompts, "4K" aparece 0 vez, "8K" 0, "hiper-realista" 0 e "obra-prima" 0. Quem procura foto realista não decora o prompt com número de resolução: decora com adjetivo. É o inverso do que já foi medido na busca por vocabulário de câmera, onde o número de pixel domina a decoração, e é por isso que este artigo trata só o eixo da textura.
O guia da OpenAI ainda dá o enquadramento mental que fecha a linha 1: "To get believable photorealism, prompt the model as if a real photo is being captured in the moment". Escreva como se a foto estivesse sendo tirada agora, não como se você estivesse pedindo um resultado bonito.
O inventário de textura tem quatro itens; a busca brasileira escreve um
A instrução mais concreta do guia da OpenAI sobre foto natural não é um adjetivo, é uma lista. O literal, na seção sobre imagens fotorrealistas que parecem naturais, é: "Use photography language (lens, lighting, framing) and explicitly ask for real texture (pores, wrinkles, fabric wear, imperfections). Avoid words that imply studio polish or staging." Peça textura real explicitamente, e o fornecedor nomeia quatro coisas: poros, rugas, marca de uso no tecido e imperfeições. Duas delas são pele, uma é tecido, e a quarta é o guarda-chuva das outras.
O acervo deste blog vinha tratando isso como um item só, "textura", e essa é a leitura que custa caro. Cada item é uma decisão separada, e a foto de trabalho falha em cada uma de um jeito próprio. Contei os quatro itens nos mesmos 74 prompts:
- Pele, poro e ausência de retoque: 8 de 74. É a única superfície que a busca brasileira escreve. Dentro dela, "poros" aparece em 3 prompts, "sem retoque" ou "sem suavização" em 3, e a expressão "textura de pele" em 6. Os conjuntos se sobrepõem, e o total sem repetição é 8.
- Ruga e linha fina: 0 de 74. Nenhum prompt publicado pede para manter marca de expressão.
- Marca de uso no tecido: 0 de 74. Nenhum prompt fala de trama, fibra ou dobra de colarinho.
- Imperfeição: aparece em 2 prompts, e os dois em direções opostas. Um manda preservar pequenas imperfeições reais; o outro manda corrigir imperfeições temporárias.
- Dois itens no mesmo prompt: 0 de 74. Nenhum prompt publicado pede duas superfícies diferentes.
Duas superfícies não estão no inventário do fornecedor e entram aqui como extensão declarada do mesmo princípio: o olho e o cabelo. Elas não são invenção estética. São os dois lugares onde o rosto gerado costuma denunciar a origem: a íris vira um disco de cor sem fibra radial, e o cabelo vira uma massa fechada, sem nenhum fio solto na linha do cabelo. A regra derivada, que vale para as quatro linhas do bloco, é simples: uma linha por superfície. Um "Style: realistic" genérico responde por uma e deixa as outras em aberto.
Crédito onde ele é devido: a melhor linha de textura de toda a busca brasileira está no guia de prompts do Canaltech, que manda "manter textura natural da pele, pequenas imperfeições reais e proporções do rosto". É prova de que dá para acertar a superfície da pele sem abrir a documentação. O que continua sem aparecer em lugar nenhum é o resto do inventário.
Pedir polimento e pedir textura gasta a mesma decisão duas vezes
Esta é a parte em que o fornecedor entrega o argumento pronto, e ninguém na busca brasileira usa. Na seção de composição do guia da OpenAI está escrito: "For wide, cinematic, low-light, rain, or neon scenes, add extra detail about scale, atmosphere, and color so the model does not trade mood for surface realism." Traduzindo: em cenas de clima, acrescente detalhe de escala, atmosfera e cor para que o modelo não troque realismo de superfície por clima.
A troca tem nome, e quem deu o nome foi quem fabrica o modelo. Existe uma moeda, e ela é gasta. O literal fala de cenas largas, cinematográficas, de pouca luz, chuva e neon; aplicar isso a retrato corporativo é leitura deste blog, e fica rotulada como tal. Mas a leitura é direta: as palavras que moram do lado do clima são "cinematográfica", "premium", "editorial de luxo", "pele impecável", "acabamento polido". As que moram do lado da superfície são "poros", "linhas finas", "trama", "fio solto". Escrever as duas famílias no mesmo prompt é pedir ao modelo que decida a mesma coisa duas vezes, em direções opostas.
Na prática, o par se parece com isto:
Style: cinematic lighting, premium editorial look, flawless skin, polished finish.
Skin: visible pores, fine lines and natural texture, no retouching.A primeira linha pede acabamento polido e pele impecável; a segunda pede poro e linha fina. O modelo não escolhe a que você prefere: ele faz a média. E a média do treino é retocada, porque a maior parte do retrato profissional que existe no mundo passou por retoque. Por isso o resultado padrão é pele de cera, mesmo quando você escreveu a palavra "realista" três vezes.
O caso não é hipotético. O primeiro resultado da busca é um tutorial do TechTudo de maio de 2026 que publica um prompt longo pedindo, no mesmo texto, "preservar poros, textura e naturalidade" e, poucas linhas adiante, "corrigir discretamente imperfeições temporárias" e "suavizar levemente olheiras", junto com "iluminação cinematográfica" e "ambiente premium". A crítica é ao desenho do prompt, não ao veículo, e quem mediu isso primeiro por aqui foi a auditoria de 38 prompts que comparou pedido e resultado, onde o mesmo padrão já tinha sido nomeado.
Repare que a gramática deste artigo é afirmativa: pedir textura, não proibir plástico. A única negativa do bloco de 4 linhas é a que o próprio exemplo oficial usa, "no glamorization, no heavy retouching". A gramática completa da proibição, com os lugares onde ela cabe e a força de cada um, é outro assunto, tratado por inteiro no artigo de negativas.
Antes de acrescentar mais uma palavra ao prompt, procure a linha que já responde a essa mesma decisão. Prompt de foto quase nunca fica ruim por falta de palavra: fica ruim por duas palavras disputando a mesma casa.
Realismo não é campo: as cinco opções de saída, e nenhuma delas é essa
Muita gente procura o botão. Existe uma expectativa razoável de que, em algum lugar da ferramenta, tenha um controle de realismo, uma barra de estilo, um seletor de fidelidade. Conferi a ausência na referência da API de geração de imagem da OpenAI em 04/09/2026. As opções de saída configuráveis do gpt-image-2 são cinco, e a página as lista nominalmente: Size, Quality, Format, Compression e Background. Nenhuma delas é realismo, estilo ou fidelidade. Que resolução e qualidade são campo, e não frase, já é assunto do artigo de vocabulário linkado acima; o que este artigo usa é a ausência do outro lado da lista.
A palavra style aparece uma vez no guia inteiro, e é dentro de um prompt reescrito de exemplo, não como parâmetro. Vale também para a entrada: sobre o parâmetro de fidelidade da imagem enviada, a página é explícita: "For gpt-image-2, omit this parameter; the API doesn't allow changing it because the model processes every image input at high fidelity automatically." Não existe alavanca a ligar do lado do sistema porque o sistema já processa tudo em alta fidelidade.
A consequência muda a pergunta que você faz. Não é "que ajuste eu ligo", é "que linha eu escrevo". A frase é a única alavanca de realismo que existe, e é por isso que a posição de cada linha dentro do prompt vira uma decisão de verdade, não preciosismo.
O único campo vizinho do assunto é quality, que aceita low, medium, high e auto. O guia da OpenAI recomenda comparar antes de publicar em casos específicos: "For small or dense text, detailed infographics, close-up portraits, identity-sensitive edits, and high-resolution outputs, compare medium or high before shipping." Retrato fechado está na lista. Isso é opção da API para quem chama a API, não regra geral: numa ferramenta pronta você não escolhe esse campo, e ele não substitui a linha de textura.
Um limite que vale escrever agora, porque ele desmonta metade do vocabulário que circula por aí. O mesmo guia diz que "detailed camera specs may be interpreted loosely, so use them mainly for high-level look and composition rather than exact physical simulation". Escrever "85 mm f/1.4" empurra a aparência geral; não simula uma lente. Este artigo não promete óptica, e é por isso que ele não abre seção de câmera.

Dois prompts inteiros com o bloco já embutido
Os dois prompts abaixo mostram o bloco no lugar certo, dentro de um pedido inteiro. Eles não são prompts novos de cena: a novidade é a ordem. O primeiro é para quem anexa uma foto de referência e quer o registro de trabalho comum, do peito para cima.
Identity: use the attached photo as the only source for my face; keep my face shape,
age, skin tone, hair and every visible mark exactly as they are.
Medium: photorealistic portrait photograph, captured as a real photo taken in the moment,
not a render and not an illustration.
Scene: I am in a plain office room, chest-up framing, camera at the height of my eyes.
Outfit: navy blazer over a plain white shirt, no tie, collar sitting flat.
Skin: visible pores, fine lines and natural skin texture; keep every freckle, mole and
blemish that appears in the reference; no beauty retouching, no skin smoothing.
Eyes and hair: iris with visible radial fibre, not a flat coloured disc; individual hair
strands with a few loose flyaways along the hairline.
Fabric and finish: visible weave and natural creases in the collar and shoulder seam;
subtle film grain, natural colour balance, no glamorization, no heavy retouching.Tradução resumida: use a foto anexada como única fonte do rosto, mantendo formato, idade, tom de pele, cabelo e cada marca visível; fotografia de retrato fotorrealista, capturada como foto real tirada no momento, nem render nem ilustração; sala de escritório simples, enquadramento do peito para cima, câmera na altura dos olhos; blazer azul-marinho sobre camisa branca lisa, sem gravata; pele com poros, linhas finas e textura natural, preservando sarda, pinta e imperfeição da referência, sem retoque de beleza; íris com fibra radial visível e fios de cabelo individuais com alguns fios soltos; trama visível e dobras naturais no colarinho e na costura do ombro, grão de filme sutil, equilíbrio de cor natural, sem glamourização e sem retoque pesado.
O segundo é a variante de cabeça e ombros, em registro mais claro, com uma diferença deliberada na linha de acabamento: em vez de proibir retoque, ela ancora o brilho num lugar físico da pele.
Identity: my face comes only from the attached photo; do not change my face shape, age,
skin tone or hairline.
Medium: photorealistic head and shoulders photograph, captured as a real photo taken in
the moment.
Scene: plain light neutral backdrop, soft daylight, a small margin of empty space above
my head.
Outfit: light grey knit over a plain shirt, collar visible.
Skin: keep visible pores and fine lines exactly as in the reference; natural skin sheen
only where the skin is oily, no uniform glow over the face.
Eyes and hair: iris with visible radial fibre and a defined limbal ring; individual hair
strands, a few loose flyaways at the hairline.
Fabric and finish: visible knit texture and natural creases at the collar; subtle film
grain, natural colour balance, no glamorization, no heavy retouching.Tradução resumida: o rosto vem só da foto anexada, sem mudar formato, idade, tom de pele nem linha do cabelo; fotografia fotorrealista de cabeça e ombros, capturada como foto real tirada no momento; fundo neutro claro e liso, luz do dia suave, com uma margem pequena de espaço vazio acima da cabeça; tricô cinza-claro sobre camisa lisa, com o colarinho aparecendo; manter poros e linhas finas exatamente como na referência, com brilho natural de pele só onde a pele é oleosa e nenhum brilho uniforme sobre o rosto; íris com fibra radial visível e anel externo definido, fios individuais com alguns fios soltos na linha do cabelo; textura de tricô visível e dobras naturais no colarinho, grão de filme sutil, equilíbrio de cor natural, sem glamourização e sem retoque pesado.
Por que cada linha está onde está. A linha de rosto vem primeiro porque ela decide de onde vêm os traços, e tudo o que vier depois é acabamento sobre esses traços. A linha de modo vem em seguida, na abertura, como no gabarito oficial. Cena, roupa e enquadramento vêm no meio porque descrevem o que existe no quadro. As três linhas de superfície vêm por último porque acabamento é a última decisão que a imagem toma, e porque agrupá-las deixa visível, de relance, se alguma superfície ficou sem linha.
Sobre iteração, o fornecedor tem posição publicada e ela é o oposto de empilhar adjetivo. A doc do Gemini pede "Be hyper-specific" e "Iterate and refine: Don't expect a perfect image on the first try", e o guia da OpenAI resume a mesma coisa como iterar em vez de sobrecarregar. Na prática: gere com o bloco limpo, olhe qual superfície ficou lisa, e mude uma linha por vez. Trocar quatro linhas de uma vez impede você de saber qual delas funcionou.
Cinco defeitos que continuam com cara de IA mesmo com o pedido de realismo
Este diagnóstico é do lado do prompt: você olha o resultado, nomeia a superfície que falhou e cola uma linha. Não confunda com o lado da leitura, que é o de quem recebe a foto pronta e tenta descobrir a origem. Se a sua pergunta for essa, o caminho é ler uma foto pronta e achar o sinal. Aqui você escreve a frase antes de gerar.
As cinco linhas de correção, para colar uma por vez:
Skin: keep visible pores and fine lines exactly as in the reference; no skin smoothing.
Eyes: iris with visible radial fibre and a defined limbal ring; no flat coloured disc.
Hair: individual strands, a few loose flyaways at the hairline; no helmet-like mass.
Fabric: visible weave, natural creases at the collar and elbow; no painted-on cloth.
Finish: natural skin sheen only where the skin is oily; no uniform glow over the face.- Pele de cera. Sintoma: a bochecha é uma superfície contínua e o brilho é o mesmo do queixo à testa. Causa: falta a linha de pele, e o acabamento vem da média retocada do treino. Correção: a linha Skin, pedindo poro e linha fina exatamente como na referência.
- Íris chapada. Sintoma: o olho é um disco de cor uniforme, sem fibra e sem anel externo, e o rosto parece de boneco mesmo com a pele boa. Causa: nenhum prompt publicado pede textura de olho, então o modelo entrega a média. Correção: a linha Eyes.
- Cabelo em capacete. Sintoma: a massa de cabelo tem contorno perfeito e nenhum fio solto na linha do cabelo. Causa: contorno limpo é o que o modelo faz sozinho; fio solto precisa ser pedido. Correção: a linha Hair.
- Tecido pintado. Sintoma: o colarinho e o ombro parecem plástico colorido, sem trama e sem dobra onde o braço encosta. Causa: falta a linha de tecido, que é o item do inventário que ninguém escreve. Correção: a linha Fabric.
- Brilho sem origem. Sintoma: o rosto tem uma luminosidade parelha que não vem de lugar nenhum, como se a pele emitisse luz. Causa: o prompt pediu clima e não ancorou o brilho num ponto físico. Correção: a linha Finish, que autoriza brilho só onde a pele é oleosa. E o aviso honesto: se o problema for a montagem da luz, essa linha não resolve.
Nos defeitos 1 a 4 a correção é cirúrgica e cabe numa linha. No defeito 5 existe uma fronteira: quando o rosto está chapado porque a luz não foi declarada, o botão certo é outro, e ele está em quando o problema é a montagem da luz, e não a pele. Acrescentar mais textura a uma imagem mal iluminada só deixa a textura mais visível no lugar errado.
O que o pedido de realismo não conserta
Parecer fotografia e parecer você são dois eixos independentes, e essa é a confusão mais cara do assunto. Uma saída pode ter poro, trama e fio solto e mesmo assim não ser reconhecível como você; e pode ser idêntica a você com pele de cera. As quatro linhas deste artigo mexem só no primeiro eixo. Quando o diagnóstico for "parece foto, mas não parece eu", o caminho é quando a foto parece fotografia e não parece você, que trata o outro eixo por inteiro.
Mais três desvios que valem mais que insistir na textura:
- Se o defeito for o cenário atrás de você, um canto de parede aparecendo, um rodapé, um fundo colado na nuca, ou um aspecto de plástico que cobre o fundo e você ao mesmo tempo, o problema é o set, e o set tem cinco variáveis próprias, escritas linha a linha.
- Se o defeito nasceu de uma proibição que trouxe justamente o que você proibiu, o assunto é a proibição que devolve aquilo que ela proíbe, não a textura.
- Se a foto já está pronta e a dúvida é se alguém percebe a origem, você mudou de lado do balcão: aí é o lado de quem recebe a imagem e tenta achar a origem, não escrita de prompt.
Vale declarar os limites da própria evidência. O guia de realismo da OpenAI é um cookbook, material de orientação, não a referência normativa da API: ele descreve o que costuma funcionar, e não um contrato de comportamento. E a própria referência da API declara, na seção de limitações, que o modelo "may occasionally struggle to maintain visual consistency for recurring characters or brand elements across multiple generations". Isso tem consequência prática direta: uma geração mede sorte, três medem o prompt. Rode três vezes o mesmo texto e julgue a mediana, nunca a melhor.
Por fim, o limite que este artigo repete de propósito: a palavra de modo engaja o modo fotorrealista, ela não garante foto realista. Nenhuma frase deste texto promete resultado, e nenhuma spec de câmera simula óptica.
Como isto foi medido
Todos os números deste artigo vêm de duas contagens feitas em 04/09/2026, e nenhuma delas é geração de imagem. Não houve teste de foto: é auditoria de texto publicado, e isso limita o que os números provam.
Contagem 1, a busca. Baixei as cinco páginas que aparecem nos primeiros resultados de "prompt para foto profissional realista", removi script e estilo, extraí os blocos de código e os parágrafos que começam por verbo imperativo com pelo menos 12 palavras e menção a foto, retrato, imagem ou perfil, e removi o que aparece repetido em abas de código. Sobraram 19.605 palavras de página e 74 prompts de foto, somando 4.105 palavras. Descartes declarados: 6 blocos que não eram prompt de foto (um deles é chamada de link, cinco são prompts de currículo, estudo e produtividade) e um índice de títulos. O hub deste blog, que aparece entre os primeiros resultados, ficou fora do denominador por ser nosso.
Contagem 2, a documentação. Somei o guia de prompt dos modelos de imagem da OpenAI, a referência da API de geração de imagem da mesma empresa e a documentação de geração de imagem do Gemini: 38.900 palavras. Contei cada termo imprimindo o contexto de cada ocorrência, e é por isso que a ressalva das abas está publicada junto do número: as 12 ocorrências de photorealistic no guia da API são a mesma frase de exemplo repetida em Python, Node, Go, Java, Ruby, curl e CLI, e as 6 de ultra-realistic na doc do Gemini são um gabarito só, o de foto de produto, repetido do mesmo jeito. Publicar a contagem bruta sem essa quebra daria uma leitura falsa.
O que a medição não prova: contar palavra em página mede o que a busca escreve, não a qualidade da imagem que aquele prompt produz. Um prompt sem a linha de pele pode gerar uma foto boa por sorte, e um prompt com as quatro linhas pode falhar por causa da referência enviada. O que os números sustentam é mais estreito e mais útil: existe um inventário publicado pelo fabricante, e a busca brasileira escreve um item dele.
Perguntas frequentes
01Basta escrever "ultra-realista" no prompt?+
02Por que a pele sai de cera mesmo eu pedindo foto realista?+
03Preciso escrever o prompt em inglês para conseguir textura?+
04Pedir poros e rugas não vai me deixar pior na foto de trabalho?+
05Funcionou numa geração e na seguinte não. O que mudou?+
Gerar com o pedido de textura sem montar o prompt do zero
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Resumo e próximos passos
Três linhas para levar. Primeira: a palavra de modo é photorealistic, ela vai na abertura do prompt, e 0 dos 74 prompts publicados nos primeiros resultados a escrevem. Segunda: o inventário de textura do fornecedor tem quatro itens, e a busca brasileira escreve um, o da pele. Terceira: não existe campo de realismo no gpt-image-2, então a frase é a única alavanca que você tem.
O próximo passo concreto é este: pegue o prompt que você já usa, cole a linha de modo no começo e as três linhas de superfície no fim, gere três vezes e olhe qual superfície ainda está lisa. A linha de correção daquela superfície está na tabela deste artigo.
Se o que faltou foi o resto do pedido, e não a textura, o mapa completo está em onde este bloco de textura se encaixa no prompt inteiro. E se o defeito for o cenário atrás de você, o endereço certo é quando o defeito está no set, e não na superfície.
Pedro Mota
Pedro Mota é fundador da fotoslinkedin.com.br, ferramenta de IA que transforma uma selfie em foto profissional pronta pro Linkedin em 60 segundos. Antes, atuou com design e produto digital. Hoje vê centenas de fotos por semana e escreve sobre o que funciona pra carreira no Brasil em 2026.



