Uma foto para crachá é lida por alguém a cerca de um metro: quem decide é contraste e enquadramento, não megapixel. E a especificação válida é a do emissor. Antes de fotografar, pergunte ao RH quanto mede a foto impressa no cartão, em milímetros, e o limite de peso do formulário.
Foto para crachá: o arquivo que resolve hoje e as duas perguntas para o RH
Se a mensagem do RH foi só "manda uma foto para o crachá", sem mais nada, entregue isto: JPEG, proporção 3:4 vertical, 720 x 960 px, fundo liso e claro, rosto de frente, cabeça e ombros no quadro, arquivo abaixo de 500 kB. Esse arquivo cobre com folga qualquer janela de foto que caiba num cartão de crachá comum. Se veio especificação junto, ela vence este parágrafo inteiro: quem imprime o cartão é quem manda.
As duas perguntas que valem mais do que qualquer tabela da internet: quanto mede a foto impressa no cartão, em milímetros de largura, e qual é o limite de tamanho do arquivo no formulário de envio. Com essas duas respostas, a aritmética deste artigo fecha sozinha.
A primeira pergunta tem um atalho que não depende de ninguém: pegue o crachá de um colega e meça a janela da foto com uma régua. Em cartão vertical ela costuma ficar entre 20 mm e 40 mm de largura, e é essa medida em milímetros que transforma uma contagem de pixels em resolução de verdade.
A fórmula, em uma linha: pixels de largura = 300 x (largura impressa em milímetros dividida por 25,4). O 300 é o piso clássico de impressão e o 25,4 é quantos milímetros tem uma polegada. A altura, em 3:4, é a largura multiplicada por 4/3.
A tabela não afirma que 720 x 960 px seja obrigatório: mostra que 638 px de largura já cobrem o cartão inteiro de borda a borda a 300 dpi, e que o resto é folga para recorte. Os 354 x 472 px da moldura 3 x 4 clássica também não são novidade daqui: quem cuida dessa moldura de papel, do ATS e da candidatura é o guia da foto de currículo no Brasil. Aqui o destino é um retângulo de plástico pendurado no pescoço, e ele muda quase tudo.
Por que 300 x 400 px não são 300 dpi
A página mais longa da busca por foto para crachá é de um fornecedor de cartões, publicada em 02/02/2025, com 2.354 palavras de texto extraído contra 1.295 da segunda colocada, e ela é boa: traz pixels por formato, dpi, formatos de arquivo, cor de fundo e temperatura de luz. Só que, na mesma seção de dimensões, escreve duas frases que não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. A primeira: "Formato 3x4 cm: 300 x 400 pixels (mais comum no Brasil)". Doze linhas abaixo, a segunda: "Mínimo obrigatório: 300 DPI" (página de especificações de foto para crachá, consultada em 01/08/2026).
A conta tem uma linha: dpi = pixels divididos por (milímetros divididos por 25,4). Trezentos pixels numa moldura de 30 mm dão 254,0 dpi. Quatrocentos pixels em 40 mm dão os mesmos 254,0 dpi. E não é azar de arredondamento: 250 px em 2,5 cm, 350 px em 3,5 cm e 450 px em 4,5 cm dão 254,0 dpi também. Todos os pares da lista são a mesma regra de bolso, centímetro vezes cem, e cem pixels por centímetro é 254 dpi por definição, porque uma polegada tem 2,54 cm. A especificação que circula no Brasil como se fosse resolução é, na origem, uma conversão de unidade que virou spec por repetição.

Agora a parte que muda o tom da conversa: 300 x 400 px não é um arquivo ruim. Ele entrega exatamente 300 dpi quando a foto é impressa com 25,4 mm de largura, uma polegada cravada, que é uma largura plausível para a janela de foto de um crachá vertical. O erro não está no arquivo: está em grudar um número de pixel numa moldura de 3 x 4 cm sem refazer a conta.
Daí sai a regra que organiza o assunto inteiro, e ela vale para qualquer destino impresso: pixel não é resolução. Resolução é pixel dividido pela medida impressa. Sem os milímetros ao lado, "300 x 400 px" não significa nada, nem para bem nem para mal.
Para chegar a 300 dpi de verdade são precisos 118,11 px por centímetro, e não 100. Os 354 px em 3 cm e os 472 px em 4 cm que saem daí já estão publicados no acervo: a conta que transforma pixel em dpi na moldura tem artigo próprio.
ISO 7810 ID-1 é a medida do cartão, não a da foto
A mesma página abre a seção de dimensões afirmando que "as medidas ideais para foto crachá seguem o padrão internacional ISO 7810 ID-1". Essa atribuição é o segundo problema, e ela é conferível em cinco minutos.
O site da ISO responde 403 à leitura automatizada, então o que consultamos em 01/08/2026 foi a amostra oficial em PDF da ISO/IEC 7810:2019, distribuída pelo catálogo da iTeh: onze páginas com capa, sumário completo, escopo e definições. O escopo, literal: "This document specifies the physical characteristics of identification cards including card materials, construction, characteristics and dimensions for four sizes of cards." Características físicas de cartão: material, construção e dimensão.
E o ID-1, na cláusula 3.5, é uma medida de plástico: "nominally 85,60 mm (3.370 in) wide by 53,98 mm (2.125 in) high by 0,76 mm (0.030 in) thick". É o formato do cartão do banco, do cartão de ponto e do crachá de PVC.
O sumário completo lista dez cláusulas, e elas tratam de dimensões, construção, materiais, rigidez à flexão, toxicidade, opacidade, empenamento, circuito integrado e leitoras. Nenhuma sobre fotografia. No texto que conseguimos abrir, a palavra photograph aparece uma única vez, na definição de área elevada (3.8), listando a fotografia entre as coisas que podem ficar em relevo sobre a superfície do cartão. É outra declaração sobre o plástico, não sobre a imagem.
Só que a norma entrega, sim, uma informação útil, e melhor do que a que lhe atribuíram: a moldura máxima. Num crachá vertical, o lado curto do cartão tem 53,98 mm, então nenhuma foto impressa ali pode ser mais larga do que isso, e a 300 dpi o cartão inteiro pediria 638 px. Esse é o teto físico do assunto. Pela mesma coerência, as outras duas normas que costumam aparecer nessa seção da busca ficam de fora: as páginas oficiais delas responderam 403 e 404 em 01/08/2026, e norma que não abriu não vira fonte, nem para corrigir alguém.
Quem define a especificação é o emissor, e os emissores discordam
Se não é a ISO, é quem? A resposta mais honesta está escrita na própria página auditada, e é uma admissão que joga contra o interesse de quem publicou: "O Brasil possui uma peculiaridade: não existe norma ABNT específica para fotografia corporativa". Quem declara isso é o fornecedor de crachá, que adoraria ter uma norma para citar.
O que existe, em lugar de norma, é o formulário do emissor. E três instituições brasileiras com exigência publicada pedem três coisas diferentes: o manual do servidor da UFABC, o comunicado de crachá institucional da UFG e a página de emissão de crachá da UFF, todas consultadas em 01/08/2026.
Três emissores, três especificações, zero menção a dpi, a ISO ou a norma brasileira. E as diferenças não são cosméticas: a UFF pede fundo claro, que não é o mesmo pedido que fundo branco, porque claro aceita cinza claro e off-white. A UFABC pede pixels, a UFG pede quilobytes, e essas são duas grandezas diferentes do mesmo arquivo.
O teto de peso da UFG é o número mais prático deste artigo, e nenhuma das cinco páginas de fornecedor que lemos publica um limite parecido. Cem quilobytes para uma imagem de 600 x 800 px é um orçamento de 0,21 byte por pixel, ou 1,7 bit por pixel. É apertado, e a saída não é arrastar a barra de qualidade do JPEG para baixo: é redimensionar antes. Uma foto de celular de 12 megapixels tem 4.032 x 3.024, ou 12.192.768 pixels; 600 x 800 tem 480.000, ou 3,9% disso. Reduzir descarta 96% dos pixels, e é dali que sai toda a folga.
Depois de redimensionar, o item mais barato do arquivo é o fundo. JPEG gasta bytes onde existe detalhe fino e variação brusca: uma parede lisa quase não custa nada, uma estante desfocada atrás de você custa caro. É o mecanismo da compressão, não uma medição nossa. Quando você pode escolher o fundo em vez de recebê-lo pronto do RH, o assunto vira uma decisão de cenário, com regras próprias.
A um metro, resolução deixa de ser o gargalo
Um crachá não é olhado como uma foto. Ele é olhado por um porteiro a alguns passos, por um colega do outro lado da mesa e por alguém na recepção que quer confirmar que você é você. E isso tem consequência mensurável.
A referência clínica é conhecida: numa acuidade visual de 20/20, o traço da letra subtende um minuto de arco no olho, e esse é o mínimo ângulo de resolução (capítulo sobre acuidade visual do Webvision, no NCBI, consultado em 01/08/2026). Um minuto de arco vale 0,0002909 radiano. Multiplique pela distância de leitura e você tem o menor detalhe que o olho separa, com o equivalente em dpi ao lado:
- 30 cm, o crachá na mão: 0,087 mm, equivalente a 291 dpi.
- 50 cm, alguém se inclinando para conferir: 0,145 mm, equivalente a 175 dpi.
- 1 metro, uma conversa ou uma catraca: 0,291 mm, equivalente a 87 dpi.
- 2 metros, a recepção de longe: 0,582 mm, equivalente a 44 dpi.
- 3 metros: 0,873 mm, equivalente a 29 dpi.
Duas leituras saem daí. A primeira: o piso de 300 dpi não é superstição de gráfica, é praticamente o limite do olho a 30 cm, a distância de quem segura o cartão na mão. A segunda: pedir 600 ou 1.200 dpi por segurança não muda nada para quem olha de longe, porque a 300 dpi a impressão já grava detalhe de 0,085 mm, cerca de 3,4 vezes mais fino do que o olho separa a um metro.
Dois limites antes de usar esses números: 20/20 é medida clínica feita com letra preta sobre fundo branco, não com fotografia, e é o teto, não a média. A Academia Americana de Oftalmologia informa que só cerca de 35% dos adultos enxergam 20/20 sem correção, e cerca de 75% enxergam com óculos, lentes ou cirurgia (publicado em 25/02/2025). A leitura real do seu crachá é, portanto, ainda mais tolerante em resolução e ainda menos tolerante em contraste.

Dá para dimensionar a tarefa de outro jeito. Uma cabeça adulta mede cerca de 22 cm do queixo ao topo. Se a sua sai impressa com 20 mm no crachá, a foto vista a um metro tem o mesmo tamanho aparente que o seu rosto de verdade a onze metros, porque 220 dividido por 20 dá 11. A tarefa da foto de crachá é ser reconhecível como alguém a onze metros, não ser bonita a trinta centímetros.
Se resolução não é o gargalo, o que decide é contraste e escala do rosto: cabeça grande no quadro, rosto de frente, fundo com brilho diferente do cabelo, nada competindo em volta. A lógica é parecida com a da miniatura na tela, mas os inimigos são outros: quando o destino é a tela, e não o cartão, quem come o enquadramento é o recorte redondo do avatar.
Fundo branco: a sombra é geometria, não sorte
Fundo branco aparece em dois dos três formulários acima, e o problema mais previsível dele não é o branco: é a sombra projetada na parede. Encostado nela, você desenha atrás de si um contorno escuro com forma reconhecível, e o olho lê aquilo como mancha ou defeito de impressão. Não é azar de iluminação, é geometria previsível.
A borda difusa de uma sombra, a penumbra, cresce com a distância entre você e a parede: por triângulos semelhantes, ela vale a largura da fonte de luz multiplicada pela razão entre a sua distância à parede e a sua distância à fonte. Premissas declaradas: uma janela de 1,2 m de largura, a 1,5 m de você.
- 20 cm da parede: penumbra de 0,16 m. A sombra tem borda nítida e aparece na foto como uma forma.
- 50 cm: 0,40 m. A borda começa a se desfazer e a forma some.
- 1 m: 0,80 m. Vira um gradiente largo, sem contorno.
- 1,5 m: 1,20 m. Praticamente uma variação de tom do fundo inteiro.
Some a isso o deslocamento lateral. Com a luz a 30 graus fora do eixo da câmera, a sombra se desloca de lado uma distância igual à sua distância à parede multiplicada pela tangente de 30 graus: 0,12 m quando você está a 20 cm dela, e 0,58 m quando está a um metro. Meio metro de lado, num enquadramento de cabeça e ombros, quase sempre significa fora do quadro. Ou seja: afastar da parede apaga a forma e empurra o resto para fora do campo. A página de fornecedor que este artigo audita chega à mesma recomendação por outro caminho, e merece o crédito: ela pede "Separação: Mínimo 50cm entre pessoa e fundo". As contas acima mostram por que 50 cm é um mínimo, e não um alvo.
Existe o problema inverso: cabelo claro, grisalho ou cabeça raspada dissolvem no branco estourado. Sem diferença de brilho entre a cabeça e o fundo, o contorno some, e a um metro ele some antes do rosto. As saídas são duas: um branco levemente acinzentado em vez de branco puro, ou uma luz fraca por trás desenhando a borda do cabelo e do ombro. A aritmética de brilho por trás disso já está publicada aqui, com valores medidos: o que a conversão para cinza faz com a silhueta.
A roupa entra na mesma conta, e essa recomendação já circula na busca: um fornecedor de impressoras de cartão publica que as blusas "devem ser preferencialmente escuras, já que o fundo normalmente é branco" (página de dicas de foto para crachá, publicada em 03/12/2020). Está certo, e o motivo é o mesmo do cabelo: o que precisa sobreviver a um metro é a diferença de brilho entre você e o que está atrás.
Recusado: causa provável e o que refazer sem sessão nova
Nem toda recusa exige uma sessão de fotos nova. Muitas pedem só outro arquivo da mesma sessão, um reenquadramento ou dez minutos com a mesma parede e outra distância. A tabela separa o que se conserta no computador do que obriga a fotografar de novo, e a última coluna é a que economiza o seu tempo.
Duas dessas linhas já têm dono no acervo. O reflexo na lente, com as posições de luz que o matam, tem guia próprio: a foto profissional de quem usa óculos. E quando o emissor pede uniforme na foto, nome bordado, crachá e logo viram superfície de texto, o pior caso para um gerador de imagem: uniforme na foto, e por que o nome bordado vira rabisco.
Antes de enviar, passe pela lista que o emissor confere antes de imprimir. São dez itens, e nove deles você resolve olhando a foto reduzida na própria tela:
- Rosto de frente, olhos na lente, cabeça reta.
- Cabeça e ombros no quadro, com a cabeça em mais da metade da altura.
- Fundo liso, sem sombra com contorno, sem quina de parede, sem quadro e sem planta.
- Só você no quadro: nenhum braço, ombro ou cabelo de outra pessoa na borda.
- Nada cobrindo o rosto: boné, capuz, máscara, óculos escuros ou cabelo sobre os olhos.
- Sem reflexo na lente do óculos, e com a armação sem cobrir a pupila.
- Contraste entre cabelo e fundo: reduza a foto a um quadrado pequeno na tela e veja se o contorno da cabeça sobrevive.
- Pixels compatíveis com a largura impressa, conferidos na tabela do começo.
- Formato e peso dentro do que o formulário aceita, com o arquivo redimensionado antes de salvar.
- A foto corresponde à sua aparência de hoje, incluindo barba, cabelo e os óculos de todo dia.
Um cartão que abre catraca ou identifica você diante de terceiros é decisão do empregador, nunca do fornecedor da foto. Se o formulário pedir foto atual, sem edição ou fisionomia neutra, a saída não é procurar um jeito de passar: é perguntar ao RH por escrito e guardar.
Foto gerada por IA no crachá: onde é indiferente e onde não é
Das cinco primeiras páginas da busca por foto para crachá, quatro abriram para leitura em 01/08/2026 (a quinta respondeu 404) e nenhuma delas menciona inteligência artificial, imagem gerada ou coisa parecida. A resposta honesta tem duas metades, e elas não se anulam.
Onde é indiferente: se o crachá serve para as pessoas do prédio te reconhecerem, o critério é o mesmo do resto deste artigo. A foto parece com você hoje, lida a um metro de distância? Uma imagem gerada a partir das suas próprias fotos, com fundo liso e enquadramento de cabeça e ombros, cumpre essa função tão bem quanto uma foto tirada com celular contra a parede da sala. O emissor está resolvendo reconhecimento, não autenticidade documental.
Onde não é indiferente: no instante em que o formulário do emissor escreve uma exigência, ela vale. A UFABC pede foto "atual (máximo 6 meses)" e diz que ela "não poderá ser com qualquer tipo de máscara ou em tom de brincadeira". Uma frase dessas é do emissor, e a pergunta "foto gerada conta como atual?" vai para o RH por escrito, não para um artigo de blog. Este aqui não vai dizer que passa.
Vale saber também o que viaja junto com o arquivo. A documentação de geração de imagem do Gemini declara, sobre tudo que aquele modelo produz, que "All generated images include a SynthID watermark": existe um sinal embutido na imagem, invisível a olho nu, dizendo que aquilo foi gerado (documentação de geração de imagem do Gemini, consultada em 01/08/2026). Não é obstáculo a contornar, é informação para você ter antes de decidir, assim como o que cada plataforma declara fazer com a sua foto depois do upload.
Se você vai gerar, a instrução de crachá é curta. Cole o bloco abaixo junto com uma selfie nítida, de frente e bem iluminada:
Reference: use the attached photo as my only identity source; keep my face, hair, skin tone, glasses and natural asymmetries exactly as they are there.
Framing: head and shoulders, camera at eye level, face square to the lens, my head filling about 60% of the frame height, a small margin of empty space above my hair.
Background: plain and evenly lit, slightly off-white rather than pure white, no cast shadow on it, no gradient, no texture, no objects.
Clothing: plain matte top in a tone clearly darker than the background, no lettering, no embroidered name, no badge, no lanyard, no logos anywhere.
Do not: beautify, slim, de-age or lighten my skin. Do not add text, numbers or a printed ID card inside the picture.
Output: exactly 3:4 portrait, 720x960 px. Recompose the framing for this aspect ratio.Em português, na mesma ordem: a foto anexada é a única fonte de identidade, e rosto, cabelo, pele, óculos e assimetrias chegam sem mudança; cabeça e ombros, câmera na altura dos olhos, rosto de frente, cabeça em cerca de 60% da altura do quadro; fundo liso e iluminado por igual, levemente fora do branco puro, sem sombra projetada e sem objetos; peça lisa e fosca num tom mais escuro que o fundo, sem letra, nome bordado, crachá, cordão ou logo; nada de embelezar, afinar, rejuvenescer ou clarear, e nada de texto ou cartão impresso desenhado dentro da foto; saída em 3:4, 720 x 960 px, recompondo o enquadramento.
Por que cada linha existe. A primeira e a quinta protegem a identidade, a única coisa que o crachá precisa entregar. A terceira pede um branco levemente quebrado: é o seguro contra o cabelo claro dissolvendo no fundo, e a impressão continua lendo aquilo como branco. A quarta e a proibição de cartão desenhado existem porque a OpenAI declara, no guia da API de imagem, que o modelo "can still struggle with precise text placement and clarity" e que tem dificuldade em "placing elements precisely in structured or layout-sensitive compositions" (guia de geração de imagem da OpenAI, consultado em 01/08/2026). Nome bordado e crachá desenhado dentro da foto caem exatamente nas duas limitações.
A última linha tem motivo aritmético. O mesmo guia declara que os dois lados da imagem precisam ser múltiplos de 16 px, com borda máxima de 3.840 px e total entre 655.360 e 8.294.400 px. Isso elimina os 600 x 800 px que a UFABC pede: 600 dividido por 16 dá 37,5, que não é inteiro. O 3:4 exato mais próximo e válido é 720 x 960, com 691.200 px. Gere nesse tamanho e reduza para 600 x 800 no seu computador: redimensionar para baixo é a operação segura, e para cima não existe.
Perguntas frequentes
01Qual é o tamanho da foto para crachá?+
02Posso sorrir na foto do crachá?+
03Posso usar uma foto gerada por IA no crachá?+
Gerar o retrato a partir das suas próprias fotos
O fotoslinkedin monta a foto a partir de 1 a 5 fotos suas, com estilo, expressão e roupa escolhidos por você. A saída vem em 1024x1024, 1024x1536 ou 1536x1024, e o recorte para o cartão é seu. A primeira imagem é grátis.
Resumo e próximos passos
Cinco coisas para levar daqui, na ordem em que elas decidem o seu arquivo:
- Pixel não é resolução. Sem a medida impressa ao lado, "300 x 400 px" não diz nada. Meça a janela da foto no crachá de um colega com uma régua e a conta fecha.
- Cem pixels por centímetro é 254 dpi, sempre. É por isso que a especificação que circula não fecha com o piso de 300 dpi que ela mesma declara, e por que o mesmo arquivo fica exato numa largura de 25,4 mm.
- ISO 7810 ID-1 é o tamanho do plástico, 85,60 por 53,98 por 0,76 mm, e não o da foto. O que ela entrega de útil é o teto: 638 px de largura cobrem o cartão inteiro a 300 dpi.
- A um metro, o olho 20/20 separa 0,29 mm, o equivalente a 87 dpi. Contraste e escala do rosto decidem o reconhecimento; megapixel não.
- A especificação de verdade é a do emissor. Três universidades brasileiras pedem três coisas diferentes, então pergunte a largura impressa e o limite de peso antes de fotografar.
O próximo passo depende de para onde mais essa foto vai. Se ela também for anexada a uma candidatura, a moldura de papel, o comportamento do ATS e a escolha entre colorida e preto e branco são outro assunto, com outro dono: a foto que vai no documento da candidatura.
Pedro Mota
Pedro Mota é fundador da fotoslinkedin.com.br, ferramenta de IA que transforma uma selfie em foto profissional pronta pro Linkedin em 60 segundos. Antes, atuou com design e produto digital. Hoje vê centenas de fotos por semana e escreve sobre o que funciona pra carreira no Brasil em 2026.



