O que é feedback (e por que a palavra veio da eletrônica)
O dicionário Michaelis registra feedback como substantivo masculino (o feedback): retorno da informação, obtenção de uma resposta. As outras acepções, realimentação e retroalimentação, vêm da eletrônica: o sistema devolve parte da saída para a entrada e se corrige. No trabalho é igual: alguém devolve o efeito do que você fez, para você continuar ou ajustar.
Os guias mais lidos sobre o tema ensinam um lado da mesa, o de quem dá. Nos 5 guias em português do topo das buscas por "feedback o que é" e "como dar feedback" e no guia de pedido da FM2S, lidos em 16/10/2026, nenhum cita o quarto passo do SBI, nenhum nomeia um estudo sobre o sanduíche e nenhum traz pesquisa sobre pedir feedback. Aqui estão os dois lados: o molde para dar (logo abaixo), 6 perguntas para pedir, um roteiro para receber e um registro de 3 linhas.
Como dar feedback com o modelo SBI e o quarto passo, a intenção
O SBI (situação, comportamento, impacto, nas iniciais em inglês) é do Center for Creative Leadership, o instituto americano de formação de líderes que criou o método. Na página publicada em 19/08/2025, baseada em pesquisa de Bill Gentry e Stephen Young, o CCL acrescenta um quarto passo, a intenção, e o modelo vira SBII. O molde abaixo traz três exemplos preenchidos; nomes, horários e números são ilustrativos.
MOLDE SBII (situação, comportamento, impacto, intenção)
S Situação ......... quando e onde, com dia e hora
C Comportamento .... o que deu para ver ou ouvir (o que uma câmera filmaria)
I Impacto .......... o que isso causou em você, no time ou no cliente
I Intenção ......... uma pergunta aberta sobre o que a pessoa pretendia; depois, escute
EXEMPLO 1, corrigir (atraso de entrega)
S "Na entrega do relatório de vendas de ontem, prevista para 12h,"
C "o arquivo chegou às 17h40, sem aviso antes do prazo."
I "Eu tive que adiar a reunião com a diretoria para segunda, e ela perguntou o motivo."
I "O que aconteceu no meio do caminho? Teve algo que travou e eu não fiquei sabendo?"
EXEMPLO 2, corrigir (prazo combinado com o cliente sem avisar o time)
S "Na call com o cliente da conta Alfa, na quinta,"
C "você confirmou a entrega para o dia 10 sem passar pelo time de produção."
I "A produção só tem capacidade para o dia 17, e agora vou ter que renegociar com o cliente."
I "Como você chegou no dia 10? Teve alguma conversa que eu não acompanhei?"
EXEMPLO 3, reforçar (trabalho acima do esperado)
S "No fechamento do mês, semana passada,"
C "você conferiu as 214 notas antes de mandar para a contabilidade e achou as 3 duplicadas."
I "Isso evitou um pagamento em dobro e eu não precisei refazer nada. Assinei tranquilo."
I "Como você decidiu conferir tudo dessa vez? Quero ver se dá para virar padrão do time."Por que cada passo existe
- Situação. O CCL pede a situação específica e manda evitar generalidades como "semana passada". Sem a cena, a conversa vira disputa de memória.
- Comportamento. "Descreva o comportamento real, observável. Fique nos fatos, sem opinião nem julgamento." O exemplo do CCL é "você me interrompeu enquanto eu falava do orçamento mensal para o time", em vez de "você foi grosseiro". É o passo que mais falha; o teste é a câmera: "o arquivo chegou às 17h40" ela filma, "você foi descuidado" não.
- Impacto. O resultado do comportamento, em você, no time ou no cliente. É o motivo para mudar, e a parte que a pessoa quase nunca enxerga sozinha.
- Intenção. "Pergunte sobre as intenções originais da pessoa": "o que você queria conseguir com isso?" ou "o que estava acontecendo do seu lado?". Para o CCL, o feedback é de mão única, e essa pergunta torna a conversa de duas vias.

A ordem importa: perguntada antes do impacto, a intenção vira defesa, porque a pessoa explica sem saber o que causou. E se a intenção era boa? O impacto continua sendo dito ("entendo que você queria fechar a venda; o efeito é que a produção não consegue entregar"). Intenção boa não apaga impacto, e impacto ruim não prova intenção ruim.
Segundo o próprio CCL, o SBI reduz a ansiedade de quem dá e a defensividade de quem recebe, e funcionários avaliam como mais eficazes os gestores que dão feedback com mais frequência. A página não publica amostra nem método: leia como avaliação de quem criou a ferramenta, não como estudo independente.
Exemplo: "você não tem senso de urgência" reescrito em SBII
A frase vaga julga um traço e não diz o que fazer. Nos 4 passos:
- Situação: "Na terça, no chamado da cliente Paula, aberto às 9h,"
- Comportamento: "a primeira resposta saiu às 16h."
- Impacto: "Ela me ligou duas vezes nesse meio-tempo perguntando se alguém estava vendo o caso."
- Intenção: "Como estava a sua fila naquela manhã? Teve algo que segurou esse chamado?"
A palavra "urgência" nem aparece, e você sai sabendo se o problema era a pessoa, a fila ou a triagem. A tabela faz a mesma troca para outras 7 frases de escritório.
| Frase vaga | Por que não funciona | Frase SBI (situação, comportamento, impacto) |
|---|---|---|
| "Você não tem senso de urgência." | Julga a pessoa; não diz o que fazer | "O chamado do cliente abriu às 9h e a primeira resposta saiu às 16h. Ele ligou duas vezes para mim nesse meio-tempo." |
| "Faltou proatividade." | Não diz onde nem quando | "Você viu que o estoque do item 4 ia acabar na quarta e não avisou. Na quinta, a linha parou por 2 horas." |
| "Seu relatório está confuso." | Não aponta a parte | "No relatório de ontem, o total aparece na página 6. A diretora leu só a primeira e me ligou perguntando o número." |
| "Você precisa se comunicar melhor." | Serve para qualquer coisa | "No e-mail de segunda para o fornecedor, o prazo não estava escrito. Ele entendeu dia 30, e nós precisávamos para dia 20." |
| "Você é muito negativo nas reuniões." | Rótulo de personalidade | "Na reunião de planejamento, as três propostas novas ouviram 'isso não vai dar certo' antes de terminar. Depois disso, ninguém mais sugeriu nada." |
| "Você não é um bom ouvinte." | Ataca a identidade | "Hoje, quando eu falei do orçamento, você começou a responder antes de eu dizer o valor. Fiquei sem saber se você ouviu o número." |
| "Mandou bem!" | Elogio vago: a pessoa não sabe o que fazer de novo | "Na apresentação para o cliente, você abriu com o problema dele, não com a nossa empresa. Ele pediu a proposta no fim da reunião." |
| "Você é muito competente." | Elogio de traço: não aponta o comportamento | "Você montou o passo a passo do sistema novo antes de alguém pedir. Os dois estagiários começaram sem me fazer nenhuma pergunta." |
Frases ilustrativas, escritas para este guia. Depois da frase SBI, sempre a pergunta de intenção (o 4º passo do CCL); a tabela mostra só S, C e I para caber.
Se você lidera um time, o SBII é uma ferramenta dentro do papel de quem lidera; para a conversa do dia a dia, perto do fato e em particular, o molde basta.
Os tipos de feedback, reduzidos ao que muda na prática
Os guias listam de 4 a 6 tipos: positivo, construtivo, corretivo, negativo, de desenvolvimento, de reconhecimento e até "insignificante" e "ofensivo". Na prática, são duas funções. Reforçar: aconteceu, foi bom, continue. Corrigir: aconteceu, causou um problema, ajuste. Positivo e reconhecimento reforçam; corretivo, negativo e de desenvolvimento corrigem.
Negativo e construtivo não são opostos. Negativo diz que algo precisa mudar; construtivo é o jeito de dizer, com comportamento, impacto e caminho. "Seu relatório está confuso" é negativo e não é construtivo; "o total está na página 6 e a diretora só leu a primeira" é as duas coisas. O que separa é o conteúdo, não o tom.
"Insignificante" (o "bom trabalho" automático) e "ofensivo" (a crítica à pessoa) não são tipos; são falhas, e a tabela acima conserta as duas.
O formal, com nota e critério, tem regras próprias, explicadas na conversa formal do ciclo de avaliação. O informal é o deste guia: curto e perto do fato. O 360 junta gestor, pares e quem você atende num levantamento, em geral formal e anônimo.
O feedback sanduíche funciona? O que 4 estudos permitem dizer
Sanduíche é elogio, crítica, elogio. Dos 6 guias que lemos, 4 ensinam o método e nenhum cita estudo. Achamos quatro:
- Parkes, Abercrombie e McCarty (2013), na Advances in Health Sciences Education: dois estudos com estudantes do 3º ano de medicina (20 e 350 participantes), com feedback escrito entre colegas. Os estudantes achavam que o sanduíche melhorava o desempenho seguinte, sem evidência de que melhorasse.
- Henley e DiGennaro Reed (2015), no Journal of Organizational Behavior Management: tarefas simuladas de escritório com universitários. O sanduíche não foi a sequência mais eficaz; com feedback depois da tarefa, venceu corretivo, positivo, positivo (a correção primeiro).
- Procházka, Ovcari e Ďuriník (2020), na Learning and Motivation: 91 universitários, 12 problemas de matemática e feedback escrito por computador. Com o sanduíche, os participantes se prepararam por mais tempo e resolveram mais problemas na segunda rodada. Os autores chamam o resultado de evidência parcial, e os elogios eram genéricos, sem relação com o desempenho.
- Bottini e Gillis (2021), no mesmo periódico de Henley: treino de habilidade com role play. Sem diferença significativa entre o sanduíche e corretivo, positivo, nem no desempenho nem na satisfação.
O que dá para dizer: a evidência é pouca, de laboratório e dividida, e nenhum dos 4 estudos foi feito com chefe e funcionário de verdade. Quem diz que o sanduíche "não funciona" e quem diz que "funciona" vão além dos dados.
O risco prático é outro: a correção fica no meio e se perde, e o elogio usado como pão ensina a desconfiar do próximo elogio. Num levantamento do Gallup sobre conversas entre gestor e funcionário, o reconhecimento pelo trabalho recente é o primeiro item de uma conversa significativa. A leitura que fazemos: o elogio específico merece conversa própria, não servir de embalagem.
No lugar, use o SBII para a correção e um SBI positivo separado para o reforço, como o exemplo 3 do molde. Se as duas coisas couberem na mesma conversa, a correção vem primeiro e o reconhecimento vem completo, não como consolo.
Como pedir feedback útil: 6 perguntas que trocam "feedback" por conselho
Esperar o feedback chegar costuma dar em pouco. Na pesquisa FIA Employee Experience 2020, noticiada pelo UOL, com 150 mil respostas em mais de 300 empresas inscritas no prêmio, cerca de 20% discordaram de "Periodicamente recebo de meu chefe avaliações sobre meu desempenho", o pior índice de liderança. E 92,7% disseram se sentir bem atendidos quando pedem orientação ao gestor. A amostra é de empresas inscritas num prêmio e não representa o país, mas o contraste vale: quando se pede, a resposta costuma vir.
A meta-análise de Anseel e colegas, no Journal of Management (volume de 2015), revisou 30 anos de pesquisa: tempo de casa, tempo no cargo e idade se ligam a pedir menos feedback; orientação para aprendizagem, autoestima alta, liderança transformacional e boa relação com o gestor, a pedir mais. A ligação entre pedir e desempenho foi pequena, e perguntar e observar a reação dos outros não são táticas intercambiáveis.
Na prática: quem está há anos na casa tende a parar de pedir, então precisa pedir de propósito. E pedir não é atalho; o que muda algo é o que você faz com a resposta.
Como pedir também conta. Em 6 estudos com 2.014 pessoas, incluindo um experimento de campo, pesquisadores da Harvard Business School viram que pedir "conselho" em vez de "feedback" rendeu comentários mais críticos e acionáveis, porque conselho faz o outro pensar no futuro. É um working paper (20-021, de 2019, revisado em 2021), não artigo de revista, e mede o comentário, não o desempenho de quem pediu.

Um dos guias mais lidos recomenda o contrário: ser "o mais amplo possível" e perguntar "meu desempenho foi satisfatório na tarefa X?", que se responde com sim ou não. As 6 perguntas abaixo falam de uma entrega, olham para a próxima vez e não cabem num sim ou não.
As 6 perguntas, com quando e para quem
- Logo depois de uma entrega, ao gestor: "Se fosse você apresentando esse relatório amanhã para a diretoria, o que você ajustaria primeiro?" Conselho, futuro e uma coisa só.
- Antes de uma entrega importante, a quem já fez igual: "Vou apresentar o orçamento na quinta. Em que parte você acha que eu mais corro risco de perder a sala?" Feedback antecipado, que ainda dá para usar.
- Depois de uma reunião, a um par: "Teve algum momento hoje em que eu dificultei o seu lado da reunião?" O par vê o que o gestor não vê.
- No 1:1 periódico, ao gestor: "De 0 a 10, quanto o meu trabalho em [área] está no nível que você precisa? O que faria subir um ponto até o fim do trimestre?" O número força resposta; o "um ponto" força algo concreto.
- A quem não é seu fã (o cliente interno, a área que reclama): "Qual foi a última vez que o meu trabalho atrasou o seu, e o que eu poderia ter feito diferente ali?" A crítica mais útil vem de quem sente o impacto.
- Depois de não ser escolhido (promoção, projeto): "O que a pessoa escolhida mostrou que eu ainda não mostrei? Que conselho você me daria para a próxima vaga dessas?" Troca o "por que não eu" pelo que é observável.
A pergunta a aposentar é "tem algum feedback para mim?": genérica, voltada ao passado, convida o "está tudo ótimo". Depois de qualquer resposta, agradeça, anote e diga quando volta.
Dois casos ficam fora. Recusa num processo seletivo de outra empresa pede uma mensagem curta e sem cobrança, como na mensagem depois da entrevista. E se você precisa mudar algo (prazo, carga, um combinado), e não de opinião, o formato é o roteiro DESC, para pedidos que não são feedback.
Como receber um feedback duro sem se defender
Douglas Stone e Sheila Heen, da Harvard Law School, escreveram um livro inteiro sobre o lado de quem recebe, *Thanks for the Feedback* (2014). A tese, segundo a editora: fazemos ao contrário, treinando quem dá, quando a aposta inteligente é educar quem recebe. Receber fica entre dois desejos que brigam: aprender e crescer, e ser aceito como se é agora.
O livro divide a reação defensiva em três gatilhos; saber qual disparou já ajuda a sair dele:
| Gatilho | O que passa pela sua cabeça | O que fazer na hora |
|---|---|---|
| Verdade (truth trigger) | "Isso está errado, não foi assim." | Separar o fato da leitura: pergunte o caso concreto antes de discordar |
| Relação (relationship trigger) | "Logo você vai me dizer isso?" | Separar a mensagem de quem disse: o comentário pode ser útil mesmo vindo de quem você não admira |
| Identidade (identity trigger) | "Então eu sou um fracasso." | Reduzir ao comportamento (foi essa entrega, não sou eu) e marcar a volta para baixar a poeira |
Nomes dos gatilhos: Stone e Heen, Thanks for the Feedback (Penguin, 2014). As colunas 2 e 3 são texto deste guia, não citação do livro.
Roteiro de 4 passos para receber
RECEBER UM FEEDBACK DURO EM 4 PASSOS
1. Agradeça o fato de a pessoa ter dito, não o conteúdo
"Valeu por me falar isso agora, e não só na avaliação."
2. Peça o caso concreto (se ele veio sem)
"Me ajuda a enxergar: em qual entrega ou reunião você viu isso?"
3. Resuma com as suas palavras, sem justificar
"Deixa eu ver se entendi: na reunião com o cliente, eu respondi antes
de ele terminar, e ele saiu achando que a gente não ouviu. É isso?"
4. Marque a volta com data
"Vou pensar no que muda na próxima call. Na segunda eu te digo o que vou testar."
Se você discorda: guarde para a volta, com fato.
"Revi a gravação: ele tinha terminado a pergunta. Mas entendi que
pareceu pressa, e isso eu ajusto."Agradecer o fato de a pessoa ter falado, e não o conteúdo, permite ser educado sem concordar. Pedir o caso converte a frase vaga em SBI, mesmo que quem deu não conheça o método. Resumir expõe o mal-entendido antes que vire briga. E marcar a volta tira a pressão de responder na hora, quando a defesa fala mais alto.
Entender não é concordar. Você pode discordar, mas na volta e com fato; na hora, de cabeça quente, soa como o gatilho da verdade. Se o problema é o rosto quente e a resposta pronta, veja como segurar a reação nos primeiros segundos.
Com que frequência dar e pedir feedback, e como registrar
O número mais citado é do Gallup: segundo o artigo de McLain e Nelson (2022, atualizado em 2024), 80% de quem diz ter recebido feedback significativo na última semana está plenamente engajado. É correlação: o dado não diz que o feedback causa o engajamento, e gestores que dão feedback toda semana podem fazer outras coisas que engajam.
| Comparação | Resultado | Fonte | Como ler |
|---|---|---|---|
| Feedback significativo na última semana | 80% plenamente engajados | Gallup, McLain e Nelson (2022, atualizado em 2024) | Correlação, não causa |
| Feedback diário do gestor, em vez de anual | 3,6 vezes mais chance de concordar totalmente que está motivado a fazer um trabalho excelente | Gallup, mesmo artigo | Correlação; mede concordância com a frase |
| Feedback semanal, em vez de anual | 5,2 vezes mais chance de concordar totalmente que recebe feedback significativo | Gallup, Sutton e Wigert (2019) | Correlação |
| Feedback semanal, em vez de anual | 3,2 vezes mais chance de concordar totalmente que está motivado | Gallup, Sutton e Wigert (2019) | Correlação |
| Feedback semanal, em vez de anual | 2,7 vezes mais chance de estar engajado | Gallup, Sutton e Wigert (2019) | Correlação |
| Última conversa com o gestor | Só 16% de quase 15 mil funcionários a chamaram de extremamente significativa | Gallup (2023, atualizado em 2026) | Retrato da qualidade, não da frequência |
| Duração de uma conversa significativa | 15 a 30 minutos bastam, desde que a conversa seja frequente | Gallup (2023, atualizado em 2026) | Recomendação, não medição |
| Brasil, FIA Employee Experience 2020 | Cerca de 20% discordam que recebem avaliações periódicas do chefe | UOL Economia, 10/11/2020 | Empresas inscritas num prêmio; não representa o país |
Gallup: artigos 357764, 249332 e 505370 em gallup.com/workplace. FIA via UOL Economia. Todos consultados em 16/10/2026.
Os números semanais são de Sutton e Wigert, do Gallup. O próprio Gallup recomenda, para a maioria dos trabalhos, feedback algumas vezes por semana, porque ele tem prazo de validade; é recomendação, não medição.
Regra prática: a correção sai no mesmo dia ou no seguinte; o pedido sai depois de cada entrega relevante; e há uma conversa de 15 a 30 minutos por semana com o gestor, mesmo sem assunto aparente.
O registro de 3 linhas, por feedback
Feedback não anotado some, e com ele a prova de que você mudou. O registro é por conversa, não por ciclo:
REGISTRO DE FEEDBACK (uma entrada por conversa)
Data e quem: 14/10, Ana (gestora), depois da call com o cliente Alfa
O que foi dito: respondi antes de o cliente terminar a pergunta; ele achou que não ouvimos
O que mudei: nas 3 calls seguintes anotei a pergunta antes de responder; voltei na Ana em 21/10Anote só o comportamento citado, não a sua defesa. A terceira linha só se preenche quando algo mudou; em branco, também é informação. Com algumas entradas, o registro mostra o padrão e vira a primeira entrada do diagnóstico do PDI.
Do feedback registrado ao perfil do Linkedin
O feedback que mudou algo vira duas provas. A primeira é uma linha de resultado na experiência. Quem ouviu o "você não tem senso de urgência" e reorganizou a triagem pode escrever "reduzi a primeira resposta a chamados de 7 horas para 2 horas reorganizando a triagem da manhã" (número ilustrativo: use o seu, se você mediu). É a prova que um feedback recebido e o que mudou depois dá a uma soft skill, que quase sempre aparece no perfil sem prova.
A segunda é a recomendação: quem deu o feedback e viu a mudança é candidato natural. Pela central de ajuda do Linkedin, consultada em 16/10/2026, você pede recomendação a conexões de 1º grau com quem trabalha ou trabalhou; pode aceitar, ignorar ou pedir revisão; e há uma recomendação por cargo e por usuário. Remover a conexão apaga as recomendações trocadas.
No pedido, lembre a conversa e o que mudou: a pessoa ganha um fato para escrever em vez de um elogio genérico. Para a mensagem, veja como pedir a carta sem colocar pressão.
Quem chega à recomendação já passou pelo topo da página, então vale revisar o resto do perfil, a começar pela foto.
Perguntas frequentes
O que é feedback?
Qual a diferença entre feedback e feedforward?
Feedback negativo e construtivo são a mesma coisa?
Como dar feedback para o chefe ou para alguém mais experiente?
Dá para pedir feedback depois de uma entrevista em que fui reprovado?
Quem lê a recomendação vê a sua foto no topo do perfil
Se a foto não acompanha o resto do perfil, teste uma nova. No /comecar, você tira as selfies guiadas e vê a prévia grátis, com marca d'água; sem a marca, R$ 2,50 no Pix, ou planos desde R$ 7,90.
Resumo e próximos passos
- Feedback útil cabe em 4 passos: situação, comportamento, impacto e uma pergunta sobre a intenção, como no modelo do CCL.
- O sanduíche tem evidência pouca e dividida; corrija com SBII e elogie em separado.
- Peça conselho, não "feedback": uma entrega, a próxima vez, nada que se responda com sim ou não.
- Ao receber, agradeça, peça o caso, resuma e marque a volta. Discorde depois, com fato.
- Registre em 3 linhas o que mudou: é isso que vira linha de resultado na experiência e pedido de recomendação.
Próximo passo: levar a prova para o perfil. O guia da foto que abre o perfil, do fundo à expressão cobre a parte vista primeiro.
Pedro Mota
Fundador, fotoslinkedin.com.br
Pedro Mota é fundador da fotoslinkedin.com.br, ferramenta de IA que transforma uma selfie em foto profissional pronta pro Linkedin em 60 segundos. Antes, atuou com design e produto digital. Hoje vê centenas de fotos por semana e escreve sobre o que funciona pra carreira no Brasil em 2026.



