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Pediram a sua foto para o evento: os três arquivos que resolvem

Mande a foto em alta resolução, dizem os organizadores, sem publicar um pixel. Este guia mede o que a grade de palestrantes faz com o seu arquivo e entrega o kit de três formatos, as quatro perguntas e a autorização pronta.

PM
Pedro Mota
Fundador, fotoslinkedin.com.br
Uma figura ergue um envelope de onde saem três cartões com o mesmo rosto, um quadrado, um deitado e um em pé; a outra desenha na prancheta ainda em branco.
Guiafotoslinkedin · 2026
Em uma frase

Mande três arquivos em vez de um: 1:1 (1.024 x 1.024 px) para a grade de palestrantes, 3:2 (1.536 x 1.024 px) para banner e slide, 2:3 (1.024 x 1.536 px) para card vertical, em JPEG de até 1 MB e com o seu nome no arquivo. E faça quatro perguntas antes de a arte fechar.

O kit de três arquivos que resolve quase todo pedido

O pedido de foto para a divulgação de um evento chega quase sempre com as mesmas palavras: mande a sua foto em alta resolução e uma minibio. Nenhuma das duas é especificação, e é por isso que a mesma pessoa manda o mesmo arquivo para três eventos e recebe três resultados. No primeiro, a cabeça sai cortada no banner. No segundo, o título cobre metade do rosto. No terceiro, a foto aparece minúscula numa grade quadrada.

Este destino é diferente de todos os outros que o blog já mapeou. Quando a foto vai para o seu currículo, para a sua assinatura ou para o site em que o contêiner é seu, quem decide recorte, tamanho e fundo é você. Aqui, não: quem recorta, quem escolhe o fundo e quem põe o título por cima é uma terceira pessoa, que trabalha com prazo e não vai te consultar. Você controla um item só, o arquivo que entrega, e toda decisão deste artigo é uma decisão sobre esse arquivo.

Daí a resposta deste guia: entregue três arquivos, não um. São três formas porque são três contêineres, e nenhum arquivo cobre os três sem perder um pedaço grande de um dos lados. A tabela abaixo é o kit inteiro, com o par em pixels, o nome do arquivo e o que cada forma perde quando alguém a recorta.

O kit de entrega: três arquivos, três contêineres
Uso no material do evento
Proporção e par em pixels
Nome do arquivo e peso alvo
Onde o recorte dói
Grade de palestrantes no site, avatar do aplicativo, card quadrado de rede social
1:1, 1.024 x 1.024 px
nome-sobrenome-1x1-2026.jpg, até 1 MB
É o formato final da maioria das grades. Entregue já quadrado e o ponto focal escolhido do outro lado deixa de importar
Banner, capa da página do evento, slide de abertura, cabeçalho de proposta
3:2, 1.536 x 1.024 px (2.160 x 1.440 px se a arte final for uma faixa 2:1 grande)
nome-sobrenome-3x2-2026.jpg, até 1 MB
Virando 16:9 perde 15,625% da altura; virando 1:1 perde 33,33% da largura
Card vertical com texto por cima: story, feed vertical, totem
2:3, 1.024 x 1.536 px
nome-sobrenome-2x3-2026.jpg, até 1 MB
Virando 9:16 perde 15,625% da largura; virando 1:1 perde 33,33% da altura
Proporções e pares em pixels válidos no gpt-image-2 (lados múltiplos de 16, borda máxima de 3.840 px); frações de corte calculadas pela fórmula do artigo do quadro largo.

Três regras acompanham a tabela, e cada uma tem origem. Formato JPEG, que é o que a única especificação de formato encontrada em 05/08/2026 aceita: a central de ajuda da Eventbrite em português escreve que o arquivo "deve ser JPEG ou PNG, com no máximo 10 MB", e essa linha é da imagem principal do evento, não do seu retrato. PNG passa igual, mas pesa mais sem ganho visível num rosto sobre fundo liso. Peso alvo de até 1 MB, que é o teto publicado mais apertado que localizamos no ecossistema de eventos, não um padrão de mercado: a central de ajuda da Doity pede no máximo 1 MB tanto para o logo quanto para o banner do parceiro. Quem aceita 10 MB também aceita 1 MB, e o contrário não vale.

E o seu nome dentro do nome do arquivo. Quem monta a arte recebe dezenas de anexos chamados IMG_2043.jpg ou foto.jpg, todos na mesma pasta, sem nada que diga de quem é cada um. A convenção nome-sobrenome-proporção-ano.jpg resolve isso em três segundos e sobrevive a encaminhamento de e-mail, que é onde a informação costuma se perder.

As quatro perguntas antes de mandar a foto

Os três arquivos cobrem a forma. As quatro perguntas abaixo cobrem o resto e custam quatro linhas no mesmo e-mail dos anexos. Nenhuma das páginas que ranqueiam hoje para este assunto faz uma pergunta sequer ao organizador, e é aí que mora a diferença entre entregar um arquivo e entregar o arquivo certo.

  1. A arte é horizontal, vertical ou quadrada?
  2. Vai entrar texto por cima da foto, e de que lado?
  3. A foto vai para tela, para impressão ou para os dois? Se for impressão, com que largura em centímetros?
  4. Vocês recortam a foto ou prefiro entregar já no recorte final?

A primeira decide qual arquivo é o principal. Não é preferência estética: entre formas diferentes, o corte custa de 15,625% a 43,75% de um dos lados, e o lado sacrificado quase sempre é o da sua cabeça. Saber a forma da arte transforma três anexos em um anexo certo e dois de reserva.

A segunda define de que lado fica o espaço vazio. Se o título vai à esquerda, o seu rosto precisa estar à direita, e vice-versa. Sem essa resposta você entrega uma foto centralizada, o pior arranjo possível para uma peça com texto: o único lugar que sobra para a tipografia é em cima de você.

A terceira é a única que transforma alta resolução em número. Enquanto o destino for tela, 1.024 px de lado sobram para qualquer grade. Quando alguém diz vinte centímetros de papel, a conta muda de resultado, e ela está na seção seguinte.

A quarta tira o risco da mesa ou o entrega de vez. Se eles recortam, o ponto de corte é escolhido do outro lado, por uma pessoa ou por um sistema, e você não participa. Se você entrega recortado, a decisão volta para as suas mãos. Note que essas quatro perguntas são sobre a arte: existem outras quatro perguntas no acervo, e elas são sobre a origem do pixel. As duas listas convivem no mesmo e-mail.

Alta resolução não é especificação: o número nasce do destino

A expressão está documentada. Na área de palestrantes de um evento brasileiro de tecnologia, de uma edição anterior mas ainda no ar em 05/08/2026, o pedido é literal: "Não deixe de fazer upload de sua foto em alta resolução para melhor visualização no site, afinal, você quer que as pessoas te reconheçam, certo?". A mesma página avisa que minibio, foto e links preenchidos no formulário de submissão vão para a grade da trilha junto com a palestra.

O mesmo evento publica um documento de 2026, a política de privacidade e termo de uso de dados para palestrantes (versão 2026/02.01, de 19/11/2025), e nele está o achado que quase ninguém percebe: a lista de campos marca "FOTO solicitado (obrigatório)", enquanto "EMPRESA", "FUNÇÃO/CARGO" e "CIDADE" aparecem como opcionais. A foto é campo mais obrigatório que o seu cargo. Ainda assim, nenhum dos dois documentos diz quantos pixels.

A ausência se repete em outros processos brasileiros. O edital de palestrantes da Feira do Empreendedor 2026 do Sebrae-SP (Chamada Pública 005/2026) pede "uma minibio que relate sua experiência no tema proposto" e, nas 3.265 palavras extraídas do PDF em 05/08/2026, a palavra foto não aparece uma única vez. O call for papers de um congresso de segurança, no ar e chamando propostas no mesmo dia, escreve que "As informações fornecidas serão utilizadas tanto para análise da sua submissão quanto para divulgação, caso aprovada", e também não publica especificação de foto. E o edital de uma organizadora do terceiro setor informa que "Após a aprovação, o palestrante terá 20 dias para confirmar presença e enviar foto e minibiografia": tem prazo, não tem formato.

Do outro lado do balcão, o número existe. A central de ajuda da Eventbrite em português diz que "O tamanho de imagem recomendado é de pelo menos 2160 x 1080 pixels", que "A relação entre largura e altura da sua imagem principal deve ser de 2:1" e que o arquivo "deve ser JPEG ou PNG, com no máximo 10 MB". Repare no objeto: isso é a imagem principal do evento, a capa da página, e não a foto do palestrante. Transformar essa linha em regra para o seu retrato é o erro mais comum desta busca.

A plataforma brasileira Doity fecha a assimetria de forma quase didática. Para o parceiro que patrocina, a central de ajuda publica o número: logo em "600 X 600 px e com no máximo 1MB" e banner com "largura: 1240 px, altura: 470 px". No artigo de cadastro de palestrante, atualizado em 12/01/2026, o campo aparece assim, e só assim: "você pode adicionar uma foto do palestrante". O patrocinador recebe número. O palestrante recebe um campo em branco.

Duas fichas iguais: a do patrocinador traz 600 x 600 px, 1 MB e 1240 x 470 px com visto; a do palestrante tem o mesmo espaço de foto e uma linha vazia embaixo.

Daí a regra deste blog para o destino: resolução só vira número depois que alguém diz o destino. A conta cabe numa linha, dpi = px dividido por (cm dividido por 2,54), e com um arquivo de 1.024 px de lado ela devolve isto:

  • impresso com 3 cm de largura, como o retrato num crachá ou numa ficha: 867 dpi, sobra folga
  • impresso com 10 cm: 260 dpi, quase no alvo de 300
  • impresso com 20 cm: 130 dpi, menos da metade do alvo
  • para chegar a 20 cm com 300 dpi seriam necessários 2.362 px; para a largura útil de um A4 (21 cm), 2.480 px

O alvo de 300 dpi não é invenção nossa: o guia de orientações técnicas de uma gráfica universitária recomenda "imagens em alta resolução, preferencialmente com 300 DPI" e pede que a arte seja elaborada "na dimensão exata que o impresso terá". O advérbio importa, e o documento é o guia de uma gráfica, não uma norma. O que ele confirma é o método: primeiro o tamanho físico, depois o número de pixels.

Há um teto honesto no caminho. A documentação da API de geração de imagem da OpenAI declara borda máxima de 3.840 px e os dois lados múltiplos de 16. A 3.840 px, 300 dpi cobrem 32,5 cm de largura e nada além disso; um banner de 1 metro na mesma densidade pediria 11.811 px, mais de três vezes o teto. Para arte impressa grande, nenhum arquivo gerado hoje resolve sozinho: ou o organizador informa o tamanho real, ou o caminho é ampliar o arquivo depois, sabendo o que isso mexe no rosto. Quando o destino é tela pequena a lógica é outra, e já tem dono: a conta de densidade de tela está no guia da assinatura de e-mail, e o caso em que quem imprime é o próprio emissor tem regras próprias de leitura a distância.

Quem recorta é o outro: o que a grade de palestrantes faz com o seu arquivo

Para saber o que acontece com o arquivo depois de entregue, não adianta ler o pedido: é preciso ler a grade. Em 05/08/2026 baixamos o HTML servido da página de palestrantes de um congresso brasileiro de tecnologia e segurança e contamos os atributos que a plataforma dele deixa no código de cada imagem. O método cabe em uma linha de terminal e é reproduzível por qualquer pessoa:

curl -sS -A 'Mozilla/5.0' https://www.mindthesec.com.br/palestrantes-2026 \
| grep -o 'data-image-dimensions="[0-9]*x[0-9]*"' | sort | uniq -c

O que veio: 21 imagens com dimensões declaradas, 20 delas com nome de pessoa no texto alternativo. Entre essas 20, 7 são quadradas (com até 2% de folga), 10 são verticais e 3 são horizontais. A menor tem 399 x 399 px, 159.201 pixels de área; a maior tem 2.500 x 3.774 px, 9.435.000 pixels, cerca de 59 vezes a área da menor. Ninguém combinou nada com ninguém e a grade absorveu tudo. Publicamos a distribuição de propósito: os nomes estão públicos naquela página, e não é papel deste blog apontar o arquivo de ninguém.

O segundo atributo muda a forma de pensar o problema. Cada imagem carrega também um ponto focal, um par de coordenadas que diz ao sistema em torno de que ponto recortar quando o espaço muda de forma. Dos 21 pontos focais, 17 estão fora do centro, e a mediana do eixo vertical fica em 28,0% da altura, com extremos em 4,5% e 95,8%. Dos 17 que saíram do centro, 14 foram parar na metade de cima do quadro, que é onde o rosto costuma morar. Quem escolheu esse ponto não foi quem mandou o arquivo, e não dá para saber pelo HTML se cada um foi posicionado à mão ou pela plataforma. O limite da medição é honesto: é o HTML servido de uma página, num dia, sem executar JavaScript, e não sabemos como cada arte final foi montada.

Cartão em pé com o rosto no alto e um alfinete espetado nele; o recorte quadrado tracejado nasce desse ponto e vira o quadrado que a grade mostra.

Que esse alfinete exista não é suposição nossa. A central de ajuda da Eventbrite descreve o comportamento em português, para quem publica o evento: "Depois de selecionar sua imagem, escolha um ponto de foco dentro da imagem. Isso será exibido aos participantes quando eles estiverem navegando por eventos nos resultados de pesquisa da Eventbrite. Seu ponto de foco terá uma proporção de 1:1, o que significa que a largura é igual à altura". O mesmo arquivo aparece em duas proporções diferentes, e a escolha do que fica visível é feita do outro lado do balcão.

A aritmética do que se perde é sempre a mesma divisão: a fração descartada é 1 menos (proporção do destino dividida pela proporção da origem) quando o destino é mais estreito que a origem, e o inverso quando é mais largo. Três resultados bastam para decidir o kit: um quadrado virando 16:9 perde 43,75% da altura; um 3:2 virando 16:9 perde 15,625% da altura; um 3:2 virando quadrado perde 33,33% da largura. O par simétrico vale igual: um 2:3 virando 9:16 perde 15,625% da largura, e de 1.024 x 1.536 sobra exatamente 864 x 1.536. A tabela completa de corte, com todas as combinações a partir do quadro largo, está na página que trata o 3:2 e a perda por destino; aqui ficam a fórmula e os três números que decidem a entrega.

Por que a arte de divulgação corta a sua cabeça: o texto entra antes da foto

Existe uma explicação prosaica para o desastre mais comum, e ela não é descuido. Quem diagrama uma peça de divulgação começa pelo texto: nome do evento, data, título da palestra, o seu nome, logo do patrocinador. Esses elementos têm tamanho mínimo de legibilidade e posição definida pela identidade visual do evento. A foto entra depois, no espaço que sobrou, que costuma ser uma faixa lateral ou um bloco atrás do título.

Se o seu rosto está no meio do quadro, ele disputa espaço com a tipografia, e a tipografia ganha sempre, porque sem ela ninguém sabe que evento é aquele. A conclusão prática é a regra editorial deste artigo: na versão horizontal, entregue o sujeito fora do centro, com um terço do quadro limpo do lado oposto ao olhar. Se você olha para a esquerda do quadro, deixe a esquerda vazia: o olhar cria uma diagonal e o texto se acomoda nela sem cobrir o rosto.

É também a razão pela qual um arquivo só não serve. O quadrado da grade quer o rosto grande e centralizado, porque vai ser exibido pequeno e sem texto por cima. O horizontal do banner quer o rosto deslocado e menor dentro do quadro, porque metade daquela área vai virar título. São dois pedidos opostos, e nenhuma edição posterior transforma um no outro sem cortar alguém.

Para gerar a versão horizontal com esse espaço reservado existe caminho próprio no acervo: o passo a passo de compor o quadro largo trata do enquadramento, da posição do sujeito e da folga lateral, e este artigo não repete aquelas linhas. O que fica aqui é a decisão anterior a qualquer prompt: você não está compondo uma foto bonita, está compondo uma foto que vai ser invadida por um texto que você nunca viu.

A regra que sobrevive ao recorte

O espaço vazio que você deixa no quadro é a única instrução sua que sobrevive ao recorte de outra pessoa. Nenhum pedido no corpo do e-mail chega até o momento em que a arte é montada, mas o vazio à esquerda ou à direita do seu rosto chega, porque ele está dentro do arquivo.

O que vai junto do arquivo: o nome, a minibio e a autorização

A entrega tem três partes, e duas são texto. A primeira é o nome do arquivo, já tratado. A segunda é a minibio, que na maioria dos processos é campo obrigatório de formulário e não gentileza: três dos documentos citados acima pedem a minibio pelo nome, a área de palestrantes do evento de tecnologia, o edital do Sebrae-SP e o edital da organizadora do terceiro setor, e este último dá 20 dias depois da aprovação para enviá-la junto da foto. Escreva a minibio em texto corrido, declare no e-mail quantos caracteres ela tem e ofereça cortar para o limite que eles usarem: o corte feito por você nunca sai pior que o automático.

A terceira parte é a autorização, e cabe em um parágrafo. O e-mail de entrega completo, com as quatro perguntas e a autorização dentro, é este:

Assunto: Foto e minibio para a divulgação | [seu nome] | [nome do evento] 2026

Olá, [nome do contato].
Seguem os arquivos para a divulgação da minha participação.

3 anexos, todos JPEG, até 1 MB cada:
- [nome-sobrenome]-1x1-2026.jpg (1024 x 1024) grade de palestrantes e avatar
- [nome-sobrenome]-3x2-2026.jpg (1536 x 1024) banner, capa e slide de abertura
- [nome-sobrenome]-2x3-2026.jpg (1024 x 1536) card vertical com texto por cima

Minibio ([n] caracteres, corto para o limite que vocês usarem):
[texto da minibio]

Antes de fecharem a arte, 4 dúvidas rápidas:
1) A arte é horizontal, vertical ou quadrada?
2) Vai entrar texto sobre a foto? De que lado?
3) A foto vai para tela, impressão ou os dois? Se for impressão, qual a largura em cm?
4) Vocês recortam a foto ou prefiro entregar já no recorte final?

Autorização de uso: autorizo o uso destas imagens na divulgação do [nome do evento],
edição 2026, em site, redes sociais e materiais do evento, até [data]. Para qualquer
outro uso, me consultem antes.

O parágrafo de autorização é operacional, não jurídico: diz para que, onde e até quando a foto pode ser usada, e é isso. A razão de escrevê-lo vem de dois documentos públicos que qualquer pessoa pode abrir. O edital do Sebrae-SP para a Feira do Empreendedor 2026 prevê que a participação seja transmitida, gravada e disponibilizada "em ambientes físicos e digitais", "sem limitação de tempo ou território", e que o palestrante assine um termo de cessão de uso de imagem, voz e conteúdo. O termo de cessão de uso de imagem de palestrante de uma universidade federal autoriza "a captação, fixação, edição e utilização das suas imagem e voz" "em caráter irrevogável e irretratável", "sem qualquer restrição de prazo".

Os dois fecham pela mesma mecânica, e é ela que interessa: o termo da universidade diz que a instituição "se compromete a não utilizar as imagens e sons captados fora das condições estabelecidas neste Termo". Ou seja, o limite é o que está escrito. Se você não escreve nada, não existe limite escrito da sua parte. A frase no e-mail leva dez segundos e não substitui a leitura do que você assina: quando houver termo, leia o termo, e para qualquer conclusão sobre lei procure um advogado. Aqui se trata da parte operacional; a discussão de autoria e direito de imagem tem página própria.

Falta uma linha para quem gera a imagem em vez de fotografar. Quando a foto entregue foi gerada por IA, o acervo já tem a orientação e ela não muda por ser evento: declarar a origem por escrito a quem publica, na mesma mensagem em que vão os anexos.

Quando o organizador não publica nada: diagnóstico e limites

Nenhum dos editais e formulários brasileiros que abrimos publica especificação de foto de palestrante, e isso é uma ausência datada, não uma falha de quem organiza: a arte muda a cada edição. Ou seja, você entrega no escuro na maior parte das vezes, e o kit existe para isso. Quando sai errado mesmo assim, a tabela abaixo liga o sintoma à causa provável e ao que muda no arquivo.

Sintoma na arte publicada, causa provável e o que refazer
O que saiu errado
Causa provável
O que muda no arquivo
O que perguntar antes da próxima
A sua cabeça aparece cortada no banner
Arquivo quadrado esticado numa faixa larga: virando 16:9, um 1:1 perde 43,75% da altura, e o que sai é o topo e a base
Entregar também o 3:2 de 1.536 x 1.024 px, que perde 15,625% da altura no mesmo destino
A arte é horizontal, vertical ou quadrada?
O título cobriu metade do seu rosto
A tipografia foi posicionada antes da foto e o seu rosto estava no centro do quadro
Versão horizontal com o sujeito fora do centro e um terço limpo do lado oposto ao olhar
Vai entrar texto sobre a foto, e de que lado?
A foto ficou minúscula e mal enquadrada na grade do site
A grade é quadrada, o seu arquivo era vertical alto e o recorte seguiu um ponto focal escolhido por quem publicou
Entregar o 1:1 já recortado, com o rosto ocupando a área central do quadro
Vocês recortam a foto ou eu entrego já recortada?
A foto saiu borrada no impresso ou no telão
Pixels de sobra para tela e de menos para o tamanho físico: 1.024 px em 20 cm dão 130 dpi
Gerar ou ampliar até o par que atende a medida: 20 cm a 300 dpi pedem 2.362 px
A foto vai para tela, impressão ou os dois? Com que largura em cm?
O formulário recusou o arquivo por peso
Existe teto de peso publicado no ecossistema de eventos, e o mais apertado que localizamos é de 1 MB
Salvar em JPEG reduzindo a qualidade até ficar abaixo de 1 MB, sem mexer nas dimensões
Existe limite de tamanho de arquivo no formulário?
Mandaram usar a sua foto de palco e o rosto não se reconhece
Foto de palco tem o rosto pequeno dentro do quadro; num recorte quadrado ele fica menor ainda
Enviar a foto de palco como arquivo extra, nomeado, e manter o 1:1 de rosto como principal
Vocês querem foto de rosto, foto de palco ou as duas?
Diagnóstico do blog a partir das frações de corte calculadas e da medição da grade de palestrantes feita em 05/08/2026.

Quatro limites honestos fecham o assunto. Não dá para prever a arte: o kit reduz o dano das combinações prováveis, não elimina o risco de uma peça em formato que ninguém antecipou. O organizador pode recortar de novo: mesmo o arquivo entregue já quadrado passa pelo sistema dele, e se aquele sistema guarda um ponto focal, ele vai guardar um. Arquivo grande não conserta decisão de composição: nenhuma quantidade de pixels resolve um rosto no centro numa peça que precisa de título no centro. E existe teto físico: para arte impressa muito grande, a borda de 3.840 px equivale a 32,5 cm a 300 dpi, e o resto é conversa com quem imprime, não conta para adivinhar.

Um limite a mais, que é do produto e não do método: as três formas do kit correspondem exatamente aos três pares que o gerador deste site entrega, 1.024 x 1.024, 1.536 x 1.024 e 1.024 x 1.536. O par 2.160 x 1.440 aparece na tabela por um motivo aritmético: cortado a 2:1, o 1.536 x 1.024 devolve 1.536 x 768, abaixo do piso de 2.160 x 1.080 que a Eventbrite recomenda para a capa do evento, enquanto 2.160 x 1.440 cortado a 2:1 devolve exatamente 2.160 x 1.080. Ele é válido no modelo, mas não está entre as saídas do produto: nesse cenário o caminho é gerar pela API com esse tamanho ou ampliar depois.

Perguntas frequentes

01Pediram foto em alta resolução. Quanto é isso em pixels?+
Não existe número dentro da expressão. A área de palestrantes que usa exatamente essas palavras, consultada em 05/08/2026, não publica pixel nenhum. O número aparece quando alguém diz o destino: para uma grade de palestrantes na web, 1.024 x 1.024 px sobram; para 20 cm impressos a 300 dpi, são 2.362 px de largura. Pergunte o destino e a conta se resolve sozinha.
02Quantos arquivos eu mando de verdade?+
Três: um 1:1, um 3:2 e um 2:3. A contagem da grade de um congresso brasileiro em 05/08/2026 mostrou 20 fotos de palestrantes em três formas diferentes, de 399 x 399 px a 2.500 x 3.774 px. Quem manda um arquivo só está entregando a decisão de corte para outra pessoa, e essa pessoa vai decidir com pressa.
03Posso mandar uma foto tirada durante uma palestra?+
Pode, como arquivo extra e bem nomeado. Ela não substitui a foto de rosto: a grade quase sempre é quadrada, e uma foto de palco vira um quadrado com o rosto pequeno no meio de um palco. Mande as duas coisas e diga no e-mail qual é a principal, para o card, e qual é a de apoio, para matéria e retrospectiva.
04Como eu nomeio o arquivo?+
No padrão nome-sobrenome-proporção-ano.jpg, por exemplo nome-sobrenome-1x1-2026.jpg. A proporção no meio do nome deixa quem diagrama achar a forma certa sem abrir os três anexos, e o ano evita que a edição seguinte reaproveite em silêncio a foto de dois anos atrás. Se o evento tiver sigla, acrescente no fim.
05Preciso autorizar o uso da foto por escrito?+
Na prática o fluxo costuma ser o inverso: editais brasileiros publicados pedem que você ceda o uso da sua imagem, e um deles fala em uso sem limitação de tempo ou território. Escrever no e-mail para que e até quando a foto pode ser usada é operacional e leva dez segundos. Leia o termo que assinar, e para qualquer questão de direito procure um advogado.
↘ Antes de responder o e-mail do organizador

Gere o par de pixels que o destino pede

A geração parte de 1 a 5 fotos suas e devolve o quadrado de 1.024 x 1.024 no teste gratuito, sem cartão. As duas formas não quadradas do kit, 1.536 x 1.024 e 1.024 x 1.536, ficam nos planos Pro e Premium.

Gerar a primeira imagem

Resumo e próximos passos

Três frases resumem o artigo. O pedido do mercado é padronizado e a especificação não é: quem publica número é o software do organizador, não o organizador. O espaço vazio que você deixa no quadro é a única instrução sua que sobrevive ao recorte de outra pessoa, porque viaja dentro do arquivo. E o que você escreve no e-mail é o que limita o uso, porque o limite é o que está escrito.

O pilar de destinos abre em o currículo, onde as medidas são suas, que é o caso exatamente oposto ao deste artigo: lá o arquivo entra num documento que você mesmo monta, com corte, tamanho e leitura por software definidos por você. Para gerar a peça horizontal do kit com a folga lateral no lugar certo, o guia do retrato em 3:2 tem o passo a passo. E antes de anexar qualquer coisa, vale conferir em que destinos uma imagem gerada não é aceita, destino por destino, com a fonte de cada veredito.

PM
Autor · Fundador, fotoslinkedin.com.br

Pedro Mota

Pedro Mota é fundador da fotoslinkedin.com.br, ferramenta de IA que transforma uma selfie em foto profissional pronta pro Linkedin em 60 segundos. Antes, atuou com design e produto digital. Hoje vê centenas de fotos por semana e escreve sobre o que funciona pra carreira no Brasil em 2026.

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