O campo de texto alternativo existe para a imagem que você publica e não existe para a sua foto de perfil. Onde ele não existe, quem descreve você é o nome exibido: em 194 fotos de perfil lidas em 13/08/2026, nenhuma trazia descrição da fotografia.
O que está escrito hoje no lugar da sua foto de perfil
Você escolheu a foto, ajustou o recorte e subiu. Do outro lado, alguém abre o seu perfil com um leitor de tela ligado, o programa que lê a página em voz alta. Nesse instante a sua fotografia deixa de ser imagem e vira texto: o que existe para ser lido ali é o atributo alt daquela imagem. O texto alternativo para foto de perfil já existe hoje, no seu perfil, e não foi você quem escreveu.
Dá para conferir sem instalar nada e sem entrar na conta. Em 13/08/2026 baixei, deslogado, 20 páginas públicas do Linkedin (5 perfis e 15 páginas de publicação alcançadas a partir deles) com curl e cabeçalho de navegador, e li o atributo de toda imagem cujo endereço continha profile-displayphoto. Foram 194 ocorrências de foto de perfil. O que estava escrito nelas:
- 71 (36,6%): nenhum texto no atributo. Na página pública, essas imagens chegam carregadas por script e sem descrição alguma no lugar.
- 64 (33,0%): a função do link. O padrão "Ver perfil de <Nome>", que na página de empresa apareceu na forma mais explícita possível:
alt="Clique aqui para ver o perfil de Allen Blue". - 35 (18,0%): o nome seguido de "gráfico". O nome exibido da pessoa mais a palavra que a plataforma usa para marcar elemento gráfico.
- 24 (12,4%): o nome exibido, puro. Só o nome, sem mais nada.
- 0: descrição da fotografia. Nenhuma das 194 casou com terno, camisa, fundo, sorri, cabelo, suit, shirt, background ou smiling.
Zero é o número que importa. Repeti a leitura no mesmo dia, do zero, sobre 5 perfis públicos: 175 ocorrências de foto de perfil e, de novo, nenhuma descrição da fotografia. A divisão entre os padrões veio diferente da primeira carga (nessa segunda leitura o nome apareceu em 37 e a função do link em 2), porque a página pública não devolve o mesmo conjunto de imagens a cada visita: nem o total nem a proporção entre os padrões se repetem. O que se repetiu nas duas leituras foi o zero. Vale a ressalva inteira: amostra de conveniência, 20 páginas, renderização pública deslogada, majoritariamente em inglês. Não é um retrato do Linkedin brasileiro nem da plataforma inteira, e sim o que estava publicado nessas páginas naquele dia.
Daí sai a frase que organiza o resto deste artigo: onde não existe campo, a acessibilidade da sua foto é o seu nome exibido. Ele é o único texto seu naquele lugar, ele já está publicado e ele é editável hoje. Um nome abreviado a duas letras, um apelido que só a sua equipe entende ou um campo enfeitado com caractere decorativo deixam a sua foto sem legenda nenhuma para quem ouve a página. Escolher qual das suas fotos ocupa o círculo do perfil continua importando; só deixou de ser a única decisão que chega a quem não vê a imagem.
Onde existe campo de texto alternativo para foto de perfil, e onde não existe
A pergunta útil não é "como escrever um bom texto alternativo". É "eu tenho onde escrever?". A resposta muda de superfície para superfície, e é exatamente o que falta no material em português sobre o assunto. Somei as sete páginas em pt-BR que a busca devolve para esse tema, todas abertas em 13/08/2026: 11.860 palavras no conjunto, a expressão "foto de perfil" aparece 0 vez e a palavra "avatar", também 0. O material explica o conceito com competência e nunca aterrissa num rosto.
A página oficial que ensina a preencher o campo é precisa sobre onde ele existe: "You can add alternative text (Alt.text) to the images you share on your feed or embed in articles", diz a página de ajuda sobre adicionar texto alternativo a imagens (consultada em 13/08/2026). Imagem que você compartilha no feed e imagem que você incorpora em artigo. Essa mesma página não cita a foto de perfil em nenhum momento.
E as duas páginas oficiais que governam a foto de perfil, a de diretrizes e condições da foto de perfil e a de foto que não sobe para o perfil, não trazem a palavra alternativ uma única vez. Contei nas duas, no mesmo dia: zero ocorrência em cada. Ausência medida não é proibição, e a diferença precisa ficar escrita: ninguém publicou que descrever a sua foto de perfil é proibido. O que dá para afirmar é que não existe campo publicado para isso, e que quem preenche o atributo naquele lugar é a plataforma.
A tabela abaixo separa as superfícies por essa pergunta: onde existe campo, o trabalho é escrever; onde não existe, o trabalho é outro.
Seis descrições prontas para o seu retrato profissional
Onde o campo existe, o texto tem um trabalho só: entregar a informação que a fotografia entrega. Os seis modelos abaixo usam um exemplo fictício, Ana Ribeiro, analista de contratos, o mesmo nome de exemplo que este blog já usa em outros artigos. Troque o nome, o cargo e o que se vê. A contagem de caracteres está ao lado para calibrar o tamanho, não porque exista um teto; a próxima seção mostra de onde vem o número que circula por aí.
1. Foto sua numa publicação em que você é o assunto (87 caracteres)
Ana Ribeiro, analista de contratos, de blazer marinho, em frente a um fundo cinza claro
2. Foto sua num evento ou palestra (70 caracteres)
Ana Ribeiro fala ao microfone num palco, diante de uma plateia sentada
3. Retrato de autor em artigo ou newsletter (77 caracteres)
Ana Ribeiro, autora do artigo, retrato de rosto e ombros em fundo cinza claro
4. Retrato em slide de apresentação (71 caracteres)
Ana Ribeiro, gerente de operações na Vetor Log, retrato em fundo neutro
5. Retrato em currículo ou portfólio em PDF (67 caracteres)
Ana Ribeiro, retrato de rosto e ombros, camisa branca e fundo claro
6. Foto de equipe em que você aparece (117 caracteres)
Equipe de operações da Vetor Log, seis pessoas em pé lado a lado;
Ana Ribeiro é a terceira da esquerda para a direita
CONTRAEXEMPLOS, para reconhecer no que você já escreveu
foto profissional (17 caracteres)
foto de perfil Ana Ribeiro analista de contratos São Paulo (58 caracteres)Os seis seguem a mesma ordem interna: quem é, qual é a função na cena, o que dá para ver. Nessa ordem, porque quem ouve precisa da identificação antes do acabamento. O modelo 1 diz nome, cargo, roupa e fundo e para por aí: não diz que o blazer caiu bem nem que o sorriso é simpático. O modelo 2 troca a roupa pela ação, porque num palco a informação é o que você está fazendo. O modelo 4 carrega a empresa junto do cargo, que é o contexto que falta num slide solto. E o modelo 6 é o único longo por um motivo específico: numa foto de grupo, a informação que some para quem não vê é onde exatamente você está.

Os dois contraexemplos falham em direções opostas. foto profissional tem 17 caracteres e cumpre a formalidade de não deixar o campo em branco, sem entregar nada do que a fotografia entrega: não diz quem é, não diz o que se vê, não diz por que aquela imagem está naquela página. O segundo é uma fila de palavras soltas, sem verbo e sem função, do tipo que se escreve pensando em busca: ocupa o campo inteiro e continua sem descrever a cena.
Quando bater a dúvida sobre o que entra e o que sai, a Fundação Dorina Nowill para Cegos publica uma pergunta-guia que resolve quase todos os casos: "se eu não pudesse utilizar essa imagem, o que escreveria para representá-la?". É a mesma disciplina que este blog aplica a prompt de foto: descrever o que existe no quadro, e não o que você gostaria que a outra pessoa concluísse.
A régua: o que descrever num rosto, e o que deixar de fora
Três orientações públicas cobrem quase tudo do que vem a seguir, e nenhuma delas é deste blog.
O guia rápido de texto alternativo do gov.br (publicado em 16/03/2026 e modificado em 10/08/2026) fixa o começo: "Toda imagem ou conteúdo não textual que seja relevante para a compreensão da informação... deve possuir um texto alternativo". E nomeia o erro mais comum, que é deixar no campo o nome do arquivo: "Se o campo estiver vazio ou com descrição incorreta, como por exemplo, nomes de arquivos (ex: banner_final_v2.png), o usuário perde o acesso à informação e à autonomia de navegação". Vale ler isso pensando em quem exporta o retrato como retrato_final_v3.jpg e sobe no site sem tocar no campo: a foto tem descrição, e a descrição é o nome do arquivo.
O mesmo guia economiza duas palavras em toda descrição que você for escrever: "Não dizer: 'Imagem de...' O leitor de Tela já avisa que é uma imagem". E fecha com uma linha só: "Seja breve na descrição!".
A parte específica de descrever gente vem da página sobre descrição de imagem da Fundação Dorina: "o uso de adjetivos ou expressões que remetem a sentimentos, por exemplo, não devem ser utilizados. Os elementos visuais devem ser descritos com objetividade e imparcialidade". Traduzido para o seu retrato: "profissional confiável", "olhar decidido" e "sorriso simpático" são interpretações, e a interpretação é de quem ouve, não de quem escreve. Descrever é diferente de elogiar, que é exatamente o motivo pelo qual adjetivo de temperamento também estraga um prompt de expressão.
Sobre descrever cor de pele, cabelo e roupa numa foto de pessoa, este blog não legisla, e é honesto dizer isso em vez de inventar uma regra. O que dá para mostrar é um exemplo publicado pela própria Fundação: "foto de uma garotinha sorridente de óculos cor-de-rosa. Ela aparenta ter cerca de 6 anos, é negra, tem cabelos cacheados na altura dos ombros e usa camiseta branca com mangas verdes". A régua que sai daí é de contexto: entra o que aquela imagem precisa comunicar naquele lugar, e a mesma foto pede descrições diferentes em destinos diferentes.
Repare que esse exemplo começa com "foto de", que é justamente o que o gov.br manda evitar. As duas orientações não brigam, e a distinção não aparece em nenhuma das sete páginas em português que li: o gov.br fala do atributo alt, onde a tecnologia assistiva já anuncia que ali existe uma imagem; a Fundação fala da descrição visível publicada como texto, o padrão que nas redes aparece como #PraCegoVer e #PraTodosVerem, onde nomear o meio faz sentido porque nada anuncia por você. Dois lugares, duas regras de abertura. É a mesma separação que aparece quando uma peça precisa carregar rótulo visível e audiodescrição ao mesmo tempo.
Quantos caracteres cabem
Não existe limite oficial. Reinaldo Ferraz, que trabalha com acessibilidade web no Brasil, escreve direto no teste que ele publicou sobre limite de caracteres: "A documentação do W3C não limita a quantidade de caracteres". O número de 100 que circula por aí tem origem nesse mesmo texto: "No NVDA 2020.2 esse limite foi de 100 caracteres antes da pausa e no JAWS 2020 o limite foi de 155". Uma pausa de leitura, não um corte. E em março de 2024 ele voltou ao próprio post para corrigir o uso que estavam fazendo dele: "esse número não representa uma regra, e sim um conforto para usuários em um cenário muito específico (usuários de NVDA no computador)".
Esse é o único jeito seguro de falar de comportamento de leitor de tela num artigo como este: citando teste de terceiro, com o programa nomeado, a versão declarada e a data na frente. Este blog não testa leitor de tela e não vai simular o que um deles faz com a sua descrição. O que dá para dizer, com a régua acima na mão, é que o modelo 6 tem 117 caracteres, passa dos 100 e está certo assim: numa foto de grupo a posição é informação, e informação vence conforto.
Foto de perfil é decoração? A norma tem três respostas, e duas valem para você
A pergunta "posso deixar o campo vazio?" tem resposta escrita, e ela não é opinião. O critério 1.1.1 da WCAG 2.2, mantida pelo W3C, diz: "All non-text content that is presented to the user has a text alternative that serves the equivalent purpose, except for the situations listed below". Em português: todo conteúdo não textual apresentado ao usuário tem uma alternativa em texto que serve ao propósito equivalente, salvo as situações listadas. O limite vai na mesma frase: a WCAG é norma de interface, não de fotografia. Este blog empresta o critério para decidir o que escrever, e não a autoridade normativa.
As exceções são o que interessa aqui, porque um mesmo retrato pode cair em duas delas na mesma página. O documento de entendimento do critério 1.1.1 lista três situações, e o mapa fica assim quando o conteúdo não textual é o seu rosto:
- A foto é o assunto: descreva. É o retrato que ilustra a sua publicação, o seu artigo ou a sua página de autor: ele carrega informação que não está escrita em nenhum outro lugar da página.
- A foto é um link ou um controle: descreva a função. O literal é "If non-text content is a control or accepts user input, then it has a name that describes its purpose", e a árvore de decisão de alt do WAI fecha o caso: "Use the alt attribute to communicate the destination of the link or action taken". É exatamente o que a medição encontrou: a sua miniatura na lista de comentários é um link para o seu perfil, e o texto ali é "Ver perfil de <Nome>". Não é desleixo da plataforma; é a norma sendo cumprida, com a foto no papel de botão.
- A foto é pura decoração: pode ser ignorada. O literal é "If non-text content is pure decoration, is used only for visual formatting, or is not presented to users, then it is implemented in a way that it can be ignored by assistive technology", e o documento define pura decoração como "Serving only an aesthetic purpose, providing no information, and having no functionality".
Agora aplique essa terceira definição a um retrato profissional publicado como prova de quem você é: ele informa, ele tem função e ele não está ali por estética. Pela definição da própria norma, ele não é pura decoração, e a conclusão prática é curta: campo vazio não é o padrão para a sua foto.
Com uma exceção que também está escrita. Quando a mesma imagem aparece ao lado do texto que já diz tudo o que ela diz, a árvore de decisão manda "Use an empty alt attribute". É o caso da sua miniatura repetida ao lado do seu nome já escrito em texto: descrever de novo obriga quem ouve a escutar a mesma informação duas vezes. O que fica para você é uma pergunta só, e ela se responde destino a destino: aquela imagem, ali, é o assunto, é um botão, ou é repetição do que já está escrito ao lado? De fora, olhando a página pronta, não dá para saber se um campo sem texto é a terceira resposta ou é uma pergunta que ninguém fez. Quem publica sabe.
O campo existir não significa que ele seja usado. Em 45 imagens de publicação medidas, 41 renderizaram a frase "Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem". Amostra de conveniência e deslogada: vale para essas 45 imagens, não para o Linkedin brasileiro.
Quando a plataforma escreve por você, e por que isso não resolve
A mesma página de ajuda declara que a plataforma pode preencher o campo sozinha quando você não preenche. E traz um detalhe que muda o comportamento de quem publica: "When uploading an image from a desktop computer, you'll be alerted if alt-text is automatically assigned. You won't be alerted if you're uploading an image from a mobile device". Ou seja: no computador você é avisado de que uma descrição automática foi atribuída, no celular não. Quem publica pelo telefone pode ter uma descrição escrita em seu nome sem nunca ver qual foi.
As quatro descrições que apareceram na medição dão a medida do que uma frase genérica entrega. Duas eram literalmente timeline (8 caracteres) e graphical user interface, text, application, chat or text message (65 caracteres). As outras duas eram longas e específicas, com cara de texto escrito por gente. O limite honesto vai junto: não dá para confirmar autoria imagem a imagem, então o correto é escrever que as duas curtas são compatíveis com a descrição automática que a própria ajuda prevê, e não que foram geradas por ela.
O ponto prático é outro, e ele independe de quem escreveu: nenhuma dessas frases diz o seu nome nem a sua função. Uma descrição automática resolve o problema de o campo estar vazio; ela não resolve o problema de quem ouve não saber quem está na imagem.
Vale ainda a parte que a mesma página avisa e que quase ninguém sabe: "alt-text won't be visible to members not using screen readers". O texto que você escrever não aparece na tela para ninguém. Isso é ótimo para quem tem receio de poluir a publicação com uma descrição longa, e péssimo para quem tenta usar o campo como espaço de palavra-chave: ali ninguém lê, só se escuta.
Três funções, um campo só: o que o texto alternativo não é
O mesmo atributo faz três trabalhos diferentes, e é por isso que os conselhos que você encontra por aí parecem se contradizer. Eles costumam estar certos, cada um sobre um trabalho diferente:
- Fala. O texto que substitui a imagem para quem navega com leitor de tela. É o assunto deste artigo e é a razão de escrever.
- Substituto visual. Quando a imagem não carrega, o texto aparece na tela no lugar dela. É o que manda numa assinatura de e-mail, e o assunto tem dono no acervo: o texto que aparece quando o e-mail chega sem a imagem.
- Sinal para a busca de imagens. O Google usa o mesmo campo para entender do que a imagem trata, e publica uma escada de qualidade de alt com quatro degraus. Esse lado já está tratado em como o mesmo campo é lido pela busca de imagens.
Três funções, três textos ideais diferentes, um campo só para os três. Onde eles se chocam, este artigo tem lado declarado: a razão de escrever é a pessoa que está ouvindo. Acessibilidade não é tática de busca, e apresentar uma como a outra é o erro que transforma um campo de informação em depósito de palavra-chave. Empilhar termo ali também não ajuda os outros dois usos: o próprio material oficial da busca coloca esse tipo de linha no degrau de baixo da escada.
Também vale dizer o que descrever uma foto não resolve. Não conserta foto ilegível: se o rosto está escuro, cortado ou pequeno demais, a descrição informa quem não vê e continua sem ajudar quem vê. Não substitui contraste de fundo contra o tema da interface, que é outro problema e tem outra solução. E não muda o fato de que a mesma imagem se comporta de um jeito em cada destino: o texto viaja junto com a foto quando você o escreve, o recorte não.
Cinco conferências antes de publicar uma foto sua
O roteiro curto, na ordem em que ele economiza tempo. Os dois primeiros itens resolvem a maior parte dos casos.
- O nome exibido está completo e legível. No destino sem campo, é ele que a plataforma coloca no lugar da sua foto. Abreviação de uma letra, apelido interno e caractere decorativo viram a sua descrição, e você não vai poder corrigir isso depois em outro lugar.
- O campo está preenchido onde ele existe. Publicação, artigo, imagem no seu site, slide e PDF exportado com marcação. Função antes de estética, nome antes de roupa, e nada de nome de arquivo.
- A descrição não repete o que já está escrito ao lado. Se o seu nome aparece em texto logo abaixo da imagem, repetir obriga quem ouve a escutar duas vezes. Esse é o caso previsto de alt vazio deliberado.
- Nenhuma informação essencial mora só dentro da imagem. Cargo, telefone, data de evento e nome da empresa escritos dentro do arquivo não são lidos por tecnologia assistiva e não podem ser copiados nem redimensionados. Se a informação importa, ela precisa existir como texto fora da imagem.
- A descrição não julga. Sem "profissional confiável", sem "olhar seguro", sem "sorriso simpático". Descreva o que está no quadro e deixe a conclusão para quem ouve.
Os itens 2 e 3 dependem da tabela lá de cima: antes de escrever, confira se aquele destino tem onde receber o texto. Nos destinos de documento, como o retrato que vira página de um PDF e o retrato colocado dentro de um slide, o campo existe no arquivo de origem e só sobrevive se você exportar com marcação de acessibilidade. Exportação achatada apaga a descrição junto com o resto da estrutura.
Perguntas frequentes
01Onde fica o campo de texto alternativo da foto de perfil?+
02Quantos caracteres a descrição pode ter?+
03Preciso descrever cor de pele, cabelo e roupa?+
Uma foto que cabe numa linha de descrição
Se descrever o seu retrato atual exige explicar o corte, a sombra ou o fundo, dá para gerar outro a partir de três selfies suas, escolhendo a expressão. A primeira imagem é grátis e não pede cartão.
Resumo e próximos passos
O campo de texto alternativo existe onde você publica e não existe onde você é. Essa é a linha que separa as oito superfícies da tabela e decide o seu trabalho em cada uma delas.
- Onde não existe campo, o nome exibido é a descrição. Medido: 194 fotos de perfil, nenhuma descrevendo a fotografia. Corrigir o nome é o ajuste de acessibilidade mais barato que existe no seu perfil.
- Onde existe campo, ele costuma ficar vazio. 41 de 45 imagens de publicação medidas traziam a frase de ausência de descrição, e escrever a linha leva menos tempo do que escolher a foto.
- Boa descrição tem nome, função e o que se vê, nessa ordem. Sem "imagem de", sem nome de arquivo, sem adjetivo de temperamento, sem fila de palavra-chave.
- A norma decide o campo vazio, não o gosto. Retrato que é o assunto se descreve; retrato que é link recebe a função; retrato redundante com o texto ao lado recebe alt vazio de propósito.
O passo seguinte é anterior à descrição, e é o mais fácil de esquecer: uma foto que cabe em uma linha costuma ser uma foto bem iluminada, bem enquadrada e com fundo limpo. Quando a descrição fica difícil de escrever, quase sempre o problema está na captura, não no texto. Esse lado está em o guia de retrato, onde essa foto é feita antes de ser descrita.
Pedro Mota
Pedro Mota é fundador da fotoslinkedin.com.br, ferramenta de IA que transforma uma selfie em foto profissional pronta pro Linkedin em 60 segundos. Antes, atuou com design e produto digital. Hoje vê centenas de fotos por semana e escreve sobre o que funciona pra carreira no Brasil em 2026.



