Não serve, e a conta explica: de um arquivo de 1536 x 1024 px, só 40,89% da área aparece em todos os destinos. O que resolve não é uma foto melhor, são duas capturas: uma vertical centrada e uma horizontal com o vazio de um lado.
Posso usar a mesma foto em todos os lugares? A resposta é aritmética
A pergunta aparece assim que a primeira imagem boa fica pronta: posso usar a mesma foto em todos os lugares? Você usou a mesma foto no perfil, no currículo, no site da empresa, no crachá e no slide da proposta, e em dois desses lugares ela quebrou. O topo da cabeça sumiu, sobrou um vazio estranho de um lado, o rosto virou uma mancha dentro de uma bolinha. A causa quase nunca é o arquivo ser ruim: é que cada destino é um contêiner com proporção própria, e nenhum arquivo tem duas proporções ao mesmo tempo.
O conselho que circula diz o contrário. Nas seis páginas em português que medimos em 11/08/2026, somando 10.974 palavras, a recomendação consensual é ter uma foto boa e usar essa mesma foto em todos os contextos. Nessas mesmas 10.974 palavras, contadas com menu e rodapé incluídos, os termos 1:1, 3:4, 2:3, vertical, horizontal, pixel e dpi aparecem zero vez. A palavra proporção aparece uma, e num sentido que não é o de razão entre os lados.
Duas páginas chegam perto e merecem crédito nominal. O onlinecurriculo.com acerta o diagnóstico sem número, ao recomendar fazer várias opções e deixar espaço em volta do rosto para que a imagem possa funcionar em diferentes cortes. E a espanhola maribelserver.com publica a melhor frase conceitual que encontramos na busca inteira: recortar no es gratis, recortar não é de graça. As duas param onde este artigo começa: quanto custa, em pixel.
Três premissas ficam na mesa, porque todo número daqui para baixo depende delas. O arquivo de origem é de 1536 x 1024 px, a saída horizontal real do nosso gerador, com 1.572.864 px. Todo recorte é centrado, que é o comportamento padrão documentado dos contêineres de página. E, quando a proporção alvo é mais estreita que a origem, o contêiner mantém a altura e come a largura; quando é mais larga, faz o inverso.
Com isso, a coluna que sobrevive a todos os recortes verticais é a mais estreita da lista: 683 px de largura, 44,44% do arquivo. Com a máscara circular do avatar por cima, o que aparece em todos os destinos cai para 40,89% da área. Três em cada cinco pixels que você gerou não são vistos por alguém, em algum lugar. A tabela abaixo é essa conta, destino por destino.
Uma ressalva de leitura antes da tabela: cada linha é um contêiner de destino, e não uma saída do nosso gerador, que entrega três tamanhos, 1024 x 1024 px, 1024 x 1536 px e 1536 x 1024 px. O 4:5 aparece porque é proporção de retrato publicada por outros geradores de imagem, como o Gemini, que lista 928 x 1152 px para 4:5 (consultado em 11/08/2026), e porque é ela que marca o teto da banda de retrato usada mais adiante.
Contêiner não faz uma coisa só: ele recorta, estica, mascara ou reduz
Dizer que a foto ficou errada esconde quatro mecanismos, com causas e consertos diferentes. Separar os quatro é o que faz parar de tentar o conserto errado.
- Recorta. O caso mais comum na web. A documentação do MDN descreve
object-fit: coverassim: o conteúdo é dimensionado mantendo a proporção enquanto preenche a caixa inteira e, quando as proporções não batem, o objeto será cortado para caber. Como o valor inicial deobject-positioné 50% 50%, o corte come as bordas e preserva o centro. - Estica. Existe contêiner que não corta: ele força a dimensão. O TRE-SC publica isso com todas as letras num PDF de orientação, ao escrever que fotos distorcidas são uma das principais causas de troca de fotos, porque o aplicativo aceita fotos de qualquer tamanho e proporção, ajustando-as apenas às dimensões exigidas pela urna, sem validar a proporção original. É a orientação de um tribunal regional, não um sistema nacional, e a dimensão que a norma eleitoral exige, 161 x 225 px sem moldura, é o que o arquivo vira de um jeito ou de outro.
- Mascara. O avatar redondo não recorta em quadrado: ele desenha um círculo dentro do quadrado e joga os quatro cantos fora. Quanto isso descarta já tem dono aqui no blog, no artigo que mede os 21,46% que a máscara circular tira de um quadrado.
- Reduz. O mesmo arquivo é servido em tamanhos diferentes conforme a tela e o lugar da interface. Aqui, sim, resolução ajuda: quanto mais pixel de rosto no original, melhor a leitura quando a imagem aparece pequena.
Só o quarto verbo melhora com resolução. Recorte, esticamento e máscara são geometria, e geometria não melhora com megapixel: um arquivo de 8.000 px de largura na proporção errada sai igualmente cortado, esticado e mascarado.
O esticamento tem um número que assusta. Entregue o horizontal de 1536 x 1024 px a um contêiner que força 161 x 225 px sem validar a proporção e as escalas ficam 0,10482 na horizontal contra 0,21973 na vertical: o rosto sai 2,10 vezes mais alto que largo, 109,63% mais alto. Do quadrado 1:1 o desvio seria de 39,75%; de um 2:3 vertical, 6,83%, o menor da lista. A perda que acontece depois, no caminho até o formulário, tem página própria: a degradação que acontece no envio, e não no recorte.
A área que sobrevive a tudo é 40,89%, e a conta fácil erra por baixo
Junte agora os recortes verticais da tabela. Como todos cortam a largura e mantêm a altura inteira, a faixa que sobrevive a todos é a mais estreita: a do 2:3, com 1.024 px de altura e 44,44% da largura, o que dá 682,67 px na conta exata e 683 px arredondados. São 699.392 px de 1.572.864, ou os mesmos 44,44% em área, porque a altura não foi tocada.
Falta a máscara circular. A tentação é multiplicar: 44,44% da faixa vezes os 78,54% que o círculo preserva de um quadrado daria 34,91%. Esse número está errado, e o motivo é bonito: os quatro cantos que o círculo descarta já estavam fora da faixa estreita. Contar os cantos duas vezes subestima o que sobra.
A conta certa é a interseção entre a faixa e o círculo, que tem forma fechada:
Faixa comum a todos os recortes verticais
683 x 1024 px = 699.392 px = 44,44% do arquivo
Máscara circular do avatar
R = 512 px (círculo inscrito no recorte 1:1, mesmo centro)
a = 341,33 px (meia-largura da faixa comum)
Interseção exata
A = 2 * [ a * raiz(R^2 - a^2) + R^2 * arcsen(a/R) ]
A = 2 * [ 341,33 * 381,62 + 262.144 * 0,72973 ]
A = 643.108 px = 40,89% de 1.572.864 pxDentro da faixa comum, portanto, o círculo tira só 8,0%, e não os 21,46% que ele tira de um quadrado inteiro. O número publicável é 40,89%: é a parcela do seu arquivo horizontal que aparece em todos os destinos verticais e também no avatar. O resto existe no disco e não existe na tela de ninguém.

E se a faixa de capa 4:1 entrar no conjunto, porque você também quer a mesma foto no topo do perfil? A interseção cai para 683 x 384 px, 262.272 px, 16,67% do arquivo. Detalhe útil desse caso: aí o círculo deixa de restringir qualquer coisa, porque na linha da faixa a meia-largura do círculo é 474,6 px, bem maior que os 341,3 px da coluna. Quem manda passa a ser a altura.
Nada disso é medida de fornecedor: é aritmética própria sobre as três premissas da abertura. Troque a origem por um 1024 x 1536 px e os números sobem junto.
Rosto no meio contra rosto no terço: a exigência que recorte nenhum resolve
Até aqui o problema é de área. O mais grave é de posição, e esse não se resolve recortando, porque as duas composições exigidas não cabem no mesmo quadro.
De um lado está o relatório técnico de qualidade de retrato publicado pela ICAO, escrito pelo grupo ISO/IEC JTC1 SC17 WG3 em abril de 2018. Ele é literal: the head shall be centred in the final portrait, a cabeça deve ser centralizada no retrato final. O mesmo documento fixa o centro do rosto entre 45% e 55% da largura da imagem e publica uma banda de proporção: a razão entre largura e altura deveria ficar entre 74% e 80%. Repare na força das palavras do original, porque ela muda o peso de cada linha: centralizar é shall, requisito; a banda de 74% a 80% é should, boa prática. E o limite maior: o escopo declarado desse relatório é a captura de imagem facial de referência para documento de viagem eletrônico. Ele não rege currículo, crachá nem avatar, e entra aqui só como régua de comparação publicada.
Contra essa banda de 74% a 80%, as proporções da nossa tabela caem assim:
- 4:5, razão 0,80: dentro, encostado no teto da banda.
- 3:4, o 3x4 cm brasileiro, razão 0,75: dentro.
- 161:225 da urna, razão 0,7156: abaixo.
- 2:3 de corpo inteiro, razão 0,6667: abaixo.
- 1:1 do avatar, razão 1,00: acima, 25% mais largo que o teto da banda.
- 3:2 horizontal, razão 1,50, e a faixa 4:1, razão 4,00: muito acima.
Do outro lado está a composição do uso horizontal. O guia de prompt de imagem publicado pela OpenAI recomenda, quando o layout importa, declarar a posição do sujeito, e o exemplo que ele dá é exatamente subject centered with negative space on left: o sujeito deslocado, com espaço vazio reservado de um lado. É o que um cabeçalho de site, um slide e um banner de evento pedem, porque o vazio é onde o texto vai entrar.
Duas exigências publicadas, dois documentos diferentes, e elas não cabem no mesmo arquivo: uma quer o rosto no meio, a outra quer o rosto fora do meio. Recortar não conserta. Recortar um horizontal composto com vazio à esquerda para virar 1:1 obriga a escolher entre incluir o vazio, e aí o rosto encolhe, ou descartar o vazio, e aí você jogou fora a razão de existir daquele arquivo. Quanto isso custa em pixel de rosto já está medido no artigo dono do formato, que publica a conta dos 256 px do retrato largo. Aqui esse resultado entra como um fator da multiplicação, e não é recalculado.
Quando recortar o vertical a partir do horizontal custa caro (e onde não custa)
Sobrou a pergunta prática: dá para gerar só o horizontal e tirar o vertical de dentro dele? Depende do destino, e agora dá para dizer onde.
O recorte 2:3 tirado do arquivo de 1536 x 1024 px tem 683 x 1024 px, 699.392 px. São 44,44% do arquivo de origem e, como a saída vertical nativa de 1024 x 1536 px tem exatamente o mesmo total de pixels, também 44,44% dela. Contra um retrato maior, de 1200 x 1600 px e 1.920.000 px, são 36,4%. Mas o que muda de verdade não é a área: são as linhas. O recorte tem 1.024 linhas contra as 1.536 de um vertical nativo, então, no mesmo enquadramento, o rosto sai 1,50 vez menor em cada dimensão. Uma cabeça ocupando 60% da altura mede 614 px no recorte e 922 px no vertical nascido vertical.
Agora a parte que contraria a intuição, e que o próprio blog precisou recalcular antes de publicar: a impressão 3x4 cm não é onde isso quebra. Um 3 x 4 cm impresso a 300 dpi pede 354 x 472 px. O recorte 3:4 do arquivo horizontal tem 768 x 1024 px, 2,17 vezes o que a impressão pede em cada dimensão. Sobra folga, e a conta completa de centímetro para pixel está no artigo que trata o 3:4 e o dpi da impressão.
Onde quebra é na escala do rosto, e para enxergar isso é preciso emprestar uma régua. O mesmo relatório da ICAO trata a distância entre os olhos como medida de resolução do rosto: em aplicações legadas ela deve ter pelo menos 90 px (shall, requisito) e, num processo novo, deveria ter pelo menos 240 px (should, boa prática). Traduzir isso para altura de quadro exige três premissas nossas, escritas aqui na mesma frase do resultado: distância real entre os olhos de 63 mm (ponto médio dos 60 mm a 65 mm que o relatório cita); altura da cabeça de 197 mm em homens e 188 mm em mulheres, o dobro da meia-altura publicada em morfometria facial revisada por pares, o que dá razão de cerca de 0,327 entre olhos e cabeça; e cabeça ocupando 70% da altura da imagem. Com isso:
- Quadro de 472 px de altura, o 3x4 cm a 300 dpi: 108 px entre os olhos. Passa no requisito, falha na boa prática.
- Quadro de 1.024 px, o vertical recortado do horizontal: 235 px. Passa no requisito e falha na boa prática por 5 px.
- Quadro de 1.536 px, o vertical gerado vertical: 352 px. Passa nos dois, com 47% de folga sobre a boa prática.
O número de virada dessas premissas: o quadro precisa de pelo menos 1.048 px de altura para alcançar os 240 px de distância entre os olhos. O vertical extraído de um horizontal de 1.024 linhas fica 24 px abaixo, 2,3% do limiar; o vertical nativo de 1.536 linhas passa folgado. Esse 1.048 px é derivação nossa a partir das três premissas acima, não spec de ninguém: é um sinal de que o vertical convém nascer vertical.
E há um caso em que o horizontal não serve nem por largura. A página oficial de ajuda do Linkedin, consultada em 11/08/2026, informa que as dimensões recomendadas da foto de fundo do perfil são 1584 x 396 px. A saída horizontal do nosso gerador tem 1536 px: faltam 48 px, 3,03% dos 1.584 recomendados, e cobrir isso significa ampliar o arquivo em 1,031 vez antes de recortar.
Resolução alta não conserta proporção errada. Um contêiner que força a dimensão sem validar a proporção devolve o mesmo rosto 109,63% mais alto que largo, e o arquivo pode ter oito megapixels que o resultado sai idêntico.
As duas capturas que resolvem os doze destinos
A saída não é gerar doze arquivos. Ela sai da própria tabela: como todos os alvos verticais cortam largura e todos os horizontais cortam altura, bastam duas capturas, uma de cada família.
Captura A: vertical, fechada e centrada
Gere em 1024 x 1536 px, que é 2:3. O motivo não é gosto: 2:3 é a proporção mais estreita da família vertical, então todo outro alvo vertical é mais largo que ela e o recorte come apenas altura, nunca largura. A resolução horizontal do rosto fica intacta. Da mesma 1024 x 1536 px saem, mantendo a largura inteira: 161:225 cortando 6,8% da altura, 3:4 cortando 11,1% e 1:1 cortando 33,3%. Cobre avatar, currículo, crachá, urna, plataforma de emprego, Lattes, assinatura e foto de contato. Quando o emissor publica uma medida, ela quase sempre cai em 3:4: a UFABC pede 600 x 800 px para a foto do crachá no manual do servidor (consultado em 11/08/2026), que é exatamente 3:4. O que muda de um emissor para o outro está mapeado em dois lugares: a foto que o setor de pessoal pede para o crachá e, no caso eleitoral, os 161 x 225 px do registro de candidatura.
Captura B: horizontal, aberta, com o vazio de um lado
Gere em 1536 x 1024 px, que é 3:2, com o rosto fora do centro e espaço negativo de um lado. Dela saem 16:9 perdendo 15,6% da altura e 2:1 perdendo 25,0%. Cobre cabeçalho de site, slide, capa de proposta, banner de palestra e cartão de evento. Quando a página é sua, o recorte também é, e o comportamento do contêiner responsivo está descrito em como esse retrato se comporta dentro do seu próprio site.
A ressalva honesta: a faixa 4:1 do topo do perfil é o caso em que duas capturas não bastam. Dela sobra 37,5% da altura e ainda faltam os 48 px de largura. Quem precisa da capa gera um terceiro arquivo, e esse assunto tem dono: a faixa de 1584 x 396 px do topo do perfil.

As linhas de geometria que você acrescenta ao seu prompt
As duas capturas se distinguem por quatro decisões geométricas, e são só elas que este artigo acrescenta. O prompt completo de cada formato tem dono próprio, linkado ao longo do texto: abaixo estão as linhas que você cola no fim do seu prompt, não um prompt inteiro.
# Capture A - vertical, centred: anything that ends up inside a frame
Output: portrait 2:3, 1024x1536.
Framing: head and shoulders, my head occupying about 60% of the frame height.
Placement: centre of my face between 45% and 55% of the frame width.
Margin: keep at least 8% of the frame width empty on each side of my head,
and a small empty margin above my hair.
Corners: keep the four corners of the frame empty, no objects, no text, no logos.
# Capture B - horizontal, off-centre: anything that sits next to text
Output: landscape 3:2, 1536x1024.
Framing: chest-up, subject on the right third, negative space on the left.
Placement: leave the left 40% of the frame as clean background for text.
Margin: keep empty space above my head and below my shoulders.
Corners: keep the left half free of objects, no text, no logos.Em pt-BR. Bloco A: saída vertical 2:3 em 1024 x 1536 px; cabeça e ombros, com a cabeça ocupando cerca de 60% da altura; centro do rosto entre 45% e 55% da largura; pelo menos 8% da largura livre de cada lado da cabeça e uma pequena margem acima do cabelo; quatro cantos vazios. Bloco B: saída horizontal 3:2 em 1536 x 1024 px; do peito para cima, com o sujeito no terço direito; 40% da largura à esquerda reservados como fundo limpo para texto; espaço acima da cabeça; metade esquerda sem objetos.
Por que cada linha existe:
- A linha de saída existe porque proporção não declarada é herdada: sem ela, o modelo tende a devolver o formato da imagem que você anexou.
- A escala da cabeça define quantos pixels sobram para o rosto depois do pior recorte da cadeia. É a linha que separa 235 px de 352 px de distância entre os olhos.
- A posição do rosto na captura A existe para atravessar o recorte 1:1 e a máscara circular sem que a cabeça encoste na borda do círculo.
- A margem lateral de 8% é régua editorial deste blog, derivada da tabela desta página e não spec de ninguém: ela existe porque quem mata a margem lateral é o recorte feito a partir do horizontal.
- Os cantos vazios existem porque canto é justamente o que a máscara circular joga fora: objeto no canto é instrução desperdiçada.
- O vazio à esquerda da captura B existe porque o destino horizontal quase sempre tem texto ao lado. É essa linha que torna as duas capturas irreconciliáveis num arquivo só.
Cinco conferências antes de reaproveitar um arquivo num destino novo
Procedimento curto, para quando aparece um destino que você ainda não usou. Leva menos tempo do que refazer a foto depois de ela quebrar.
- Descubra a proporção que o destino exibe, não a que ele aceita. Quase todo formulário aceita qualquer arquivo; o que interessa é o quadro em que ele vai aparecer depois.
- Descubra o verbo. Se recorta, o rosto precisa estar longe das bordas. Se estica, o arquivo tem que chegar já na proporção certa. Se mascara, os cantos são lixo. Se apenas reduz, resolução resolve.
- Simule o recorte antes de enviar. Abra o arquivo, aplique a proporção do destino com o centro no meio e olhe o resultado: é a única forma de ver o que o contêiner vai ver.
- Conte as linhas que sobram para o rosto. Com a cabeça em 60% a 70% da altura, um quadro de 1.024 px ainda dá margem confortável para tela; abaixo de 500 px, o rosto vira uma sugestão de rosto.
- Verifique se o destino publica spec. Quando não publica, o certo é escrever isso em vez de inventar um número: sem spec oficial publicada. É o caso do modelo de currículo da União Europeia, que manda acrescentar uma fotografia adequada e não publica dimensão nenhuma; medimos as versões em inglês e em português e a palavra pixel aparece zero vez nas duas.
Depois que os dois arquivos existem, sobra decidir qual rosto vai em cada lugar, e essa é outra tarefa, com método próprio: qual das imagens geradas vira a sua foto oficial. E a decisão anterior a tudo isto, se a foto entra ou não no documento, tem página própria: o pilar que responde se a foto vai no currículo e como.
Os limites desta conta
A tabela desta página vale dentro das premissas que ela declara. Onde ela para:
- O recorte centrado é o padrão, não a lei. Existe interface que recorta colada num dos lados e existe editor em que você escolhe o quadro. Nesses casos a faixa comum muda de lugar, embora o tamanho dela não mude.
- A banda de 74% a 80% e o piso de distância entre os olhos vêm de um relatório sobre imagem facial para documento de viagem eletrônico. Nenhum currículo, crachá ou avatar é regido por ele; usamos como régua publicada porque não existe equivalente para os outros destinos.
- A margem lateral de 8% e a cabeça entre 55% e 65% da altura são régua editorial deste blog, derivadas da tabela. Não são especificação de plataforma nem de emissor.
- Esta página é sobre geometria. Compressão e cor são as outras duas formas de a mesma foto sair diferente em cada lugar, e têm páginas próprias.
- Os doze destinos aqui são os que este blog já mapeou, não um inventário universal. Um destino novo entra pelo procedimento das cinco conferências.
Sobre a cor, vale ler quando o que muda é o tom, e não a geometria. Se a dúvida for a proporção 2:3 em si, ela tem tratamento próprio no guia em que o 2:3 é a proporção principal. E as restrições do próprio gerador são públicas: a OpenAI publica que os lados precisam ser múltiplos de 16 px, que a razão entre lado maior e menor não pode passar de 3:1 e que o total de pixels fica entre 655.360 e 8.294.400. Nossas três saídas, 1024 x 1024 px, 1024 x 1536 px e 1536 x 1024 px, vivem dentro dessas faixas.
Perguntas frequentes
01Posso usar a mesma foto do perfil no currículo?+
02Quantas fotos profissionais eu preciso, afinal?+
03Por que a minha foto ficou esticada em um dos sites?+
Gere uma imagem de teste e veja onde ela quebra
O teste grátis entrega uma imagem em 1024 x 1024 px, sem cartão. As duas proporções deste artigo, 1024 x 1536 px e 1536 x 1024 px, só destravam no wizard nos planos Pro e Premium.
Resumo e próximos passos
Três números resumem o artigo. Com recorte centrado a partir de um arquivo de 1536 x 1024 px, 44,44% da largura sobrevive a todos os recortes verticais; 40,89% da área sobrevive quando a máscara circular entra na conta; e 16,67% é o que resta se a faixa de capa 4:1 também for servida pelo mesmo arquivo.
O conserto não é uma foto melhor: são duas capturas. Uma vertical de 1024 x 1536 px, fechada e centrada, que atende avatar, currículo, crachá, urna e plataformas cortando apenas altura. E uma horizontal de 1536 x 1024 px, com o rosto fora do centro e vazio de um lado, para site, slide, proposta e palestra. A terceira só aparece se você quiser a faixa do topo do perfil.
Se a sua dúvida ainda é se a foto entra no documento, comece pela decisão anterior a esta, no guia de foto para currículo. Se o destino é a bolinha do perfil, o formato tem página própria no retrato pensado para o quadrado e o círculo. E se o próximo arquivo é o largo, com texto ao lado, o passo a passo está em quando o próximo arquivo precisa de texto ao lado.
Pedro Mota
Pedro Mota é fundador da fotoslinkedin.com.br, ferramenta de IA que transforma uma selfie em foto profissional pronta pro Linkedin em 60 segundos. Antes, atuou com design e produto digital. Hoje vê centenas de fotos por semana e escreve sobre o que funciona pra carreira no Brasil em 2026.



